O serumano

12 de maio de 2009

Eu não entendo gente permanentemente insatisfeita. Fui questionada sobre o fato de até gostar de estar no meu trabalho e a pessoa disse que ninguém que quer o bom da vida pode desejar fazer o que eu (e ele faz) por mais de três meses. Amigo: já estou quase a 6 e você já está a anos. Não, não me imagino morrendo fazendo aquilo mas porque não posso gostar um pouco enquanto faço? Eu sei que a empresa distribui mal certas coisas mas eu venho de outra que era pior, por que não comemorar isso?

Não faço hip hip ura para o comodismo, mas apenas me conforta saber que já passei por pior e que se estou viva também posso passar por isso. Eu não vou para o trabalho só pela empresa, odeio ter de encarar cliente que não quer sofrer as consequências do que deixou de pagar, mas vale à pena ir pelos civilizados, pela tia da cantina, pelo café, pelo colega engraçado, pela colega grávida, pela outra colega querida que está me ensinando a fazer crochê, pela negona que vende natura por um preço maravilhoso, pelos benefícios e salários que me permitem fazer outras coisas boas fora dali e principalmente, vale à pena ir pela minha consciência.

Posso não estar onde definitivamente quero – até porque o que quero muda mas não de forma tão rápida e ranzinza quanto para você – mas estou onde posso e onde mereço. E cá entre nós, pelo que tenho ganhado, eu devo estar merecendo muito.

Hora do planeta

28 de março de 2009

É ruim? Acho que não. O que abunda não prejudica.

É eficaz? Infelizmente acho que não.

Por que? Nada funcionaria melhor do que uma reeducação em massa antes que as consequências ambientais, físicas e psicológicas fiquem mais intensas.

O que funcionaria? Sensatez, amigo:

É o lixo reduzido e alojado de forma correta

é o consumo inteligente onde até tem espaço para extravagâncias, mas desde que elas sejam exceções não as regras

é o carro dando mais lugar à bicicletas, ônibus e pés

é o aumento de espaço para uma horta ou uma árvore

é uma diminuição na carga pesada de trabalho seja porque você não precisa ter mais grana ou simplesmente pra ter tempo de jantar algo decente

é você ensinar seu filho, seu irmão, sua mãe e principalmente a si mesmo coisas básicas como gentileza e gratidão

é ter a decência de saber que preto, branco, olhos azuis, gay, bi e analfabeto é gente como a gente

é exercitar seu poder de resignação ao mesmo tempo em que torna seu discurso mais firme, justo e flexível

é não ter medo de dedicar o tempo livre ao silêncio sozinho ou acompanhado

é fazer o óbvio e inteligente: apagar a luz e fechar a torneira quando não usados

é saber que tudo é finito, mas preservável. E se você não quer cuidar do planeta pelo seu filho, faça pelo filho de alguém que você ama. Por pior que você seja você deve amar alguém.

É só uma questão de começar. Se é possível em alguns lugares é possível em um monte de lugar ao mesmo tempo.

Não espere o dia em que comodismo seja ter água potável e um pouco de ar puro

Dizer que essa é utopia é permanecer mais tempo ainda sem enfrentar nossa maior barreira: a preguiça.

Saúde é o que interessa!

26 de março de 2009

Como vergonha é você morar em frente ao Jardim Botânico e não se exercitar, resolvi recomeçar. Mesmo  com o emagrecimento é necessário melhorar o fôlego até porque, reza a lenda, vamo engravidá!

Só que minha bunda, ou o espaço onde antes existia uma, dói muito hoje.

Mas amanhã, 9 da matina, tamo firme de novo, hein!

Anota aí:

22 de março de 2009

Eu adoro cozinhar, até a sua avó já deve saber disso. Mas o que você não sabe, e não terá sua vida drasticamente modificada ao saber, é que sou preguiçosa para cozinhar também. Não tenho muita paciência para sovar, crescer, aquecer a 78 graus, etc.

Exemplo: Tô ensaiando desde que o mundo é mundo a famosa receita do pão delícia. Já até escolhi a receita testada e as cobaias e se tudo der certo em breve a coisa nasce.  Conhece o pão delícia? Ele é uma divindade. Se encontrar um verdadeiro pão delícia (provavelmente só no nordeste, mais precisamente: na Bahia) não deixe ele passar incólume. Não confunda com esses que já vi por aqui em Curitiba que nada mais é que massa de pão normal com parmesão em cima. Se eu conseguir ao menos 70% do sabor e textura que minha memória guarda não precisarei mais fazer nada no mundo porque já terei motivo suficiente para me gabar por 3 encarnações. E eu tenho uma utopia: conseguirei fazer a receita de pão delícia perfeito e comercializarei aqui pelas bandas do sul e minha empresa será tão bem sucedida que para ter meus pães você precisará encomendar com 15 meses de antecedência. E, assim como a Alex Atala, terei rios de estagiários pagando para lavar minhas assadeiras. E serei rica e algum acessório meu será vendido junto com Caras e quando o príncipe de sódeussabeonde vir ao Brasil você lerá na coluna da Joyce que o fulano de deliciou com os pães da renomada quituteira Kátia Mara.

Mas vamos aos fatos: quando gostosura = pouco esforço + ingrediente besta eu anoto logo no meu caderninho de resoluções lá na página de “comidas”. Foi o que fiz com o Rocambole de Massa de Pastel.

Passa o zóio:

Gostosura

nhonhonhonhon

E foi assim: abri a massa, passei uma pasta qualquer (cream cheese? requeijão cremoso? maionese?) eu fui de philadelphia mesmo. Moí peito de peru com queijo prato, juntei milho e cenoura ralada, um oréganozinho pra dar um cheiro. Daí tu joga e enrola, tá? Mas não faz rolão grosso senão embatuma. Também não usa recheio molhadão não (tipos frango com molho de tomate) que também embatuma. O lance é usar recheio sequinho. Enrola, põe na assadeira untada com óleo, cobre com alumínio e deixa no forno baixo por 15 minutões. Tira o papel, pincela ovo batido e deixa dourar por uns 15-20 minutões até ficar bronzeado. Não demora muito para comer não, hein (como se precisasse pedir, né?) porque senão perde a crocância. Lembra massa folhada? É, lembra de muito longe mas nem tinha necessidade. Pode usar recheios outros? Óbvio. E doce, dá para fazer? Faz sem precisar dar, meu filho. Deve ficar uma beleza com goiabada cremosa e queijo esfareladinho. Polvilha canela e deixa a vizinhança sofrer.

Ai, ai.

Bom dia, Americanas.com

21 de março de 2009

Só queria agradecer por ter adiado a entrega do meu produto e não ter me avisado.

Com amor,

Kátia

Coisas que aprendi sobre atendimento:

27 de fevereiro de 2009
  • Atendente competente + cliente competente: o atendente vai fazer não só aquilo que ele deve e pode para ajudar como também corre o risco de fazer o que não pode ou deve
  • Atendente competente + cliente incompetente: atendente fará aquilo que deve e pode
  • Atendente incompetente + cliente competente: atendente, com sorte, fará o que deve e pode e nenhum esforço a mais
  • Atendente incompetente + cliente incompetente: atendente fará, NEM MAIS UMA VÍRGULA, o que deve e pode
  • Atendente competente + cliente que se irrita ao dar informações que agilizam o atendimento: atendente usará muitas vezes de poderes sobrenaturais para colher, em meio à muitos xingamentos, as informações importantes para atender o próprio cliente que não quer ajudar
  • Atendente incompetente + cliente que se irrita ao dar informações que agilizam o atendimento: tudo será feito nas coxas
  • Atendente competente + cliente que faz uma reclamação válida: acredite: o atendente torce para que o cliente leve em frente sua reclamação porque só assim a empresa pode modificar aquele procedimento que ele, atendente competente, já sinalizou para o chefe mas não foi levado à sério. Mas ele não falará isso para você, cliente, pois lembre-se: a ligação está sendo gravada
  • Atendente incompetente + cliente que faz uma reclamação válida: o atendente tá cagando e andando para você, ele só quer o salário dele mesmo no fim do mês e não move uma palha para melhorar o processo
  • Atendente competente + cliente competente que faz uma reclamação inválida: ele vai orientá-lo sobre o problema real e explicar porque sua reclamação não procede
  • Atendente competente + cliente incompetente que faz uma reclamação inválida: ele vai orientá-lo, 3 vezes se for necessário, sobre o problema real que nesse momento tem como principal vilão a incapacidade que o cliente tem de pôr o orgulho de lado e fazer uma análise justa dos fatos e constatar que está errado
  • Atendente incompetente + cliente incompetente que faz uma reclamação inválida: não vai sair do 0×0
  • Atendente competente ou incompetente + cliente que acha que toda empresa é ladra: não foi registrado ainda nenhum diálogo possível e decente entre as partes
  • Atendente competente + atendente incompetente: o atendente competente sempre vai ser tachado de puxa saco e o incompetente sempre vai se fazer de vítima na empresa
  • Atendente competente + empresa incompetente: ele vai tentar por um tempo melhorar os processos, mas se o esforço for realmente inútil ele vai mudar de empresa
  • Atendente incompetente + empresa incompetente: casamento perfeito! tipo mulher que gosta de apanhar + malandro.

Gentileza

11 de fevereiro de 2009

Eu: xxx, Kátia, boa tarde

Do outro lado da linha: Eu sou o Bumblebee

Eu: o celular xxxx-xxxx é seu?

Do outro lado da linha: er, er….

Eu: esta ligação está sendo gravada, o celular xxxx-xxxx é seu?

Do outro lado da linha: não, mas moça: eu só liguei para dar boa tarde, tá?

Beleza

7 de fevereiro de 2009

Para facilitar a organização sobre este assunto na minha cabeça não basta classificar a beleza apenas como “bonito, feio, horrível, lindo”, etc. Para melhor visualização, criei uma nova classificação para que as categorias ficassem mais fiéis ao que penso sobre.

Segue descrição ilustrada:

Bonito-feio: aquele que nasceu para o primeiro mas o resultado final caiu no segundo.

Bem que tentei

Bem que tentei

Feio-bonito: Aquele que nasceu com os pés no primeiro mas, sabe-se lá como, cravou as quatro patas no segundo.

Eu pegava, viu

Eu pegava, viu

Bonito-bonito: apenas bonito, por incrível que pareça tem menos graça que o feio-bonito.

Até que pegava, mas sem beijinho

Até que pegava, mas sem beijinho

Feio-feio: dá dó, né? sem salvação.

Um porco com um terno ainda é um porco

Um porco com um terno ainda é um porco

Maravilhoso-jesusmeabane: empate técnico. Deve ser benção do nome.

Só a pose é gay, viu

Só a pose é gay, viu

Como se não bastasse, ainda sou sádico

Como se não bastasse, ainda sou sádico

Hour concours-hour concours: prestigiando a prata da casa.

Fazendo a média com o patrão

Fazendo a média com o patrão

Curtas e boas

14 de janeiro de 2009

#1: perto do trabalho tem uma mini-micro panificadora com cara bem feinha mesmo e com uma atendente só (o dono fica no caixa, claro, empregado rouba!). Mas vejam, amigos, por 1,25 a fatia: que torta de côco! QUE TORTA DE CÔCO!

#2: sorveteria pedacinho do nordeste: vão! e peçam por quilo! e façam uma paleta de sabores no pote para experimentar de tudo até confundir caju com jenipapo! Tá lôco, viu. Que graça tem agora o meu posto de gasolina 24 hs aqui do lado, até então meu fornecedor de picolé?

Segunda-feira

12 de janeiro de 2009

10:04:59
###########Wesley Luiz###########
oi katia td bem com vc linda:)>-??
10:05:17
Kátia
eu conheço você?
10:07:17
###########Wesley Luiz###########
é claro q conhece..vc foi da minha classe des da 5 série até no ano passado do 1c…lembrou:S
??

10:07:51
Kátia
meu bem, eu fiz quinta série nos anos 80.

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Como diria a (nojenta) Rosana Hermann, bom dia!