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Polyanna Menina

sexta-feira, 7 de março de 2008

A terapeuta perguntou-me se sou uma pessoa feliz. Disse que sim. Minto, disse que CLARO QUE SIM, COMO NÃO SER FELIZ SENDO E VIVENDO TUDO O QUE SOU/VIVO HOJE?
E lá se foi uma hora de retrospectiva. Basicamente duas atitudes foram de extrema pertinência para que eu começasse a me considerar uma pessoa feliz: passei a enxergar que sou uma pessoa que tem acesso à oportunidades e deixei de me preocupar com pessoas / coisas que demandavam muita energia para pouco (ou nenhum) retorno.
Sou feliz não porque tenho um trabalho ideal, mas é o trabalho que proporciona acesso ao que quero (viajar? estudar? ter saúde? ter amizades sólidas?). Qualquer aporrinhação se dispersa quando lembro das malucas que trabalham comigo.
Não tem porque ser infeliz pelo fato de que não posso ir para onde quero quando quero ver quem quero, mas porque posso ir quando dá.
O marido não é o perfeito, mas é o que encaixa. Os amigos não são ricos mas proporcionam fartura, a família não é ideal mas é minha. Simples assim.

Gastroplastia, a saga

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Pois é, viu. Foi na segunda feira, dia intergalaxial de início da dieta, que fiz o troço. E hoje, apenas 5 dias depois, já acabei de passar aspirador no cafofo e estou aqui sentada tentando registrar como que foi.

Sabe esse Read the rest of this entry que tem aí embaixo? Isso quer dizer que o texto é longo e que se você quiser, tiver tempo, paciência ou nem for com minha cara, mas ser curioso com o que ocorre comigo, pode clicar e ler tudo

(mais…)

Vovozita

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Das coisas boas sou egoísta e fico para mim e para todas as pessoas que participaram do bom do ano. Das coisas ruins, escreverei para você porque de todas as coisas ruins do ano nenhuma chegou nem perto do que foi a sua partida.

Antes de mais nada gostaria de deixar claro que a senhorita poderia ter esperado um pouco mais. Se tivesse nos dados mais uns 3 ou 4 anos chegaria até a conhecer seu (a) bisneto (a). Mas não: cansou-se e foi-se. Também não vou homenageá-la colocando, em caso feminino, seu nome numa filha minha. Acho seu nome feio, apesar de achar a sua cara. Não por ser feio, ok? Mas porque tem nome de velhinha e nome de velhinha não combina com nenê. Velhinha é nome de vovó e etc.

Eu também não me conformo com o fato de você não conhecer a minha casa. Não me conformo com o fato de você nunca ter viajado de avião para visitar-me. Nem me deu a chance de planejar apertar o cinto nas contas e pagar uma passagem, nem que fosse da primeira classe, para você vir me visitar e ficar uns dias aqui em casa. Até brigaria com o Eduardo para deixar você dormir na camona.

Aproveitando o ensejo gostaria de dizer que não me conformo com o fato de que não conversamos muito depois que reconstruímos os nossos laços. Puta merda, porque a gente foi tão otário em só ficar de bem depois que vim cá para baixo? Não poderia ter sido antes com tempo para que eu curtisse sua presença? Se bem que não posso xingá-la por isso, já que graças ao fato de ter emigrado muitas outras coisas vitais para a minha vida aconteceram. Mas não poderíamos ter conseguido um meio termo?

Olha, só para formalizar porque sei que você já tá sabendo: eu te perdôo por tudo de feio (e de MUITO FEIO) que você me disse e espero que meu pedido de perdão pelos mesmos motivos tenham chegado ao seu coração. Eu fui uma adolescente idiota (haha, redundante) e você foi uma avó amarga por um tempo. Eu não tenho culpa pela mãe que eu tenho, nem você tem culpa de tê-la parido assim. Ela é o que é e nós somos o que somos (ou fomos, no seu caso) e o azar é o nosso que temos de conviver e nos amar, apesar de.

Ah, sim. Não me conformo em não saber dos detalhes sórdidos de sua relação com o vovô Francisco. Sei, por outras bocas que não a sua, que foi um lance bem novela das seis: você uma moça bonita e com posses, vovô um tropeiro, paixão, mistério, etc. Danadinha! Tem certeza de que você não guardou nenhuma foto do vovô? Eu adoraria saber como você era mais nova. Aliás: adoraria vê-la com os cabelos soltos por mais tempo (não só quando você lavava e deixava secar antes de fazer as tranças). Adoraria vê-la de calças também.

Como percebes, meu linguajar é primário e está longe de ser polido. E fico imensamente feliz ao lembrar que você não se importava com isso. Depois daquela última briga feia que culminou na nossa reconciliação foi uma delícia perceber que você só nos queria por perto. Mas era um perto não autoritário, foi um perto que entendeu os momentos de distância, foi um perto que a gente aprendeu a aproveitar.

Titia ainda me preocupa, apesar de entender que o problema é dela. Foi muito bom também ter rompido a barreira entre nós e ter dado o primeiro passo. Nisso compreendi que demonstrar é a deficiência dela. Claro que me enche o saco o fato dela ser como é, sempre achando que tem de carregar o mundo nas costas e que se ela parar tudo cai, mas fazer o quê?

Eu teria mais milhões de coisas para falar mas todas elas parariam no mesmo ponto: sinto muito sua falta, muito de tudo e de todos. E de noite sempre lembro daquelas noites em que você, insone, ficava matutando e cochichando consigo. E de quando era sábado e eu, emburrada, subia na cama para limpar seus santinhos e trocar a toalinha do altar com suas nossas senhoras e etc. Eu sempre lembro disso quando quero um confortozinho.

Pretendo voltar lá pela terrinha no meio do ano. Mas confesso que não sei ainda como vai ser. Não sei responder se já estou ou se algum dia estarei preparada para sua ausência física naquela casa tão impregnada de você e suas manias.

Supondo que existam mais vidas, sejamos menos virginianas nas próximas, ok?

Com amor.

P.S.: Caso não tenha percebido, eu roubava dinheiro de sua bolsa de quando em vez.

Carga horária: 35040 horas

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Quem olha de fora vê um cara mais novo morando com uma mulher mais velha. Quem olha de dentro vê, sei lá, vêem que somos paçocos?
Há algo para ser mais do que Paçocos entre si?
Há como catalogar todos os pré requisitos necessários que faz de alguém paçoco de outro?
Talvez seja o único momento em que me permito encher a boca das coisas que têm aqui no coração. E haja boca para o que há no coração.
Mas já fui boa em dizer, hoje sou boa é de sentir. E daí naquela hora que deito na cama e a gente briga porque quero escuro e você – como sempre, contrariando tudo o que quero – quer acesa para ler essas coisas que você lê e eu nem sei do que se trata. E depois disso como a gente se ajeita, como a gente se combina, como nossas chatices são tão chatas e charmosas?
E todos os dias em que eu contava até mil com os treinamentos de gaita fora recompensados na apresentação final. Será que as pessoas ouviram meu coração dizendo “é, é lindo! é afinado! é meu paçoco. É. É meu paçoco e vejam só como ele é lindo, pobres mortais!”.
Pronto. Se eu tivesse dizendo tudo isso agora pessoalmente você diria “eu te amo”. E eu, como sempre, responderia “azar o seu!”.

Hell’s Kitchen

sábado, 15 de dezembro de 2007

2007, o ano em que ganhei meu primeiro aniversário surpresa, está indo-se. Revendo fotos publiquei uma das experiências culinárias. Sabe o Penne à Spedini? Fiz uma variação com espaguete.

E o cardápio de natal vai para: mignon na manteiga, massa com molho ao funghi, acompanhamentos e cheese cake.

Também terá amigo secreto com o pessoal daqui de casa

Do reveillon só sei que é quase certo algo com salmão. E torta de limão para não quebrar a tradição que já caminha para o seu segundo ano.

Buemba, buemba

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Ser feliz requer um pouco de talento, né?
Pois bem. Apesar de todos os meses terapiando este último mês está sendo barra pesada porque sinto necessidade de tempo para pensar sobre as coisas e as sessões semanais têm se mostrado excessivas para mim.
Não é bem assim, tem coisas que levam mais que uma semana (mais que um mês até) para serem limpas e recolocadas nos seus lugares ou descartadas.
A última buemba é: eu não tenho mais inteligência e paciência para ensino superior. Sim, fui impulsiva e a seguir o porquê: Fiz a inscrição, prova e matrícula impulsivamente porque eu não aguentaria admitir para mim e para alguns outros que talvez estudar, ao menos numa faculdade, não me agrada e que gostaria de pensar mais calmamente (porque eu sou dona do meu tempo, porra! problema seu se você chama isso de procrastinar) se é a forma de aprendizado que me trará mais benefícios. E vi que não era, né?
Vou tentar cursos curtos direcionados para o que faço e dar mais atenção para determinadas coisas que quero aprender e ainda não consegui (tipo: coste e costura, beibe).
Vai que seja a minha fazer customização? Vai que seja a minha cozinhar (outra coisa que SEMPRE tive vontade de estudar).
Ah, sim: a gastroplastia vem aí.

ELES (os maiúsculos) vieram!

sábado, 3 de novembro de 2007

E foi assim

(como se ainda não bastasse, ainda existem os maiúsculos ausentes. Quê que a gente é sem maiúsculo né minha gente?)

Inveja

domingo, 9 de setembro de 2007

Eu invejo quem consegue ler no ônibus. Invejo sim

E invejo quem tem carro e pode sair de casa (levando em consideração onde trabalho e onde moro) 20 minutos antes do expediente

Invejo quem lê muito, aliás. Quem entende as referências e quem conhece, ao menos uma pessoa no mundo, de cabo à rabo

Invejo quem gosta dos Beatles e quem – mais até do que eu que sou a maior fã mas me derreto bem derretidinha só pelo Pulse – sabe de cor umas 10 letras do Pink Floyd. Saber umas 10 do Chico Buarque também me provoca inveja

Invejo quem se exercita todo dia mesmo tendo uma vida infinitamente mais atribulada que a minha

Invejo gente com vocabulário extenso mas não rebuscar ao falar e escrever

Invejo gente charmosa que não faz um tico de esforço para tal

Invejo qualquer acertador das 6 dezenas da mega sena

Invejo que já fez e/ou comeu creme brulée e quem se vira de forma mediana com HTML (ao menos para administrar o visual do próprio blog)

Invejo gente de pele bonita e que passa filtro solar todo santo dia.

Invejo quem saber tricotar e quem fica bem com brincos grandes e colares longos

Invejo um montão de amigos, cada um com seu talento

Invejo a mim que em 1988 só se preocupava em chegar antes do Edvaldo na escola para pegar a única carteira para canhotos da sala

E a mim também lá por 1990 quando resolvia equações quadráticas com o pé nas costas

Invejo quem saber andar de bicicleta, quem já atingiu o peso ideal, quem sabe usar maquiagem e quem não se preocupa tanto quanto eu em fazer bonito

Invejo quem sabe tocar piano ou quem fica bem de saia no joelho

Invejo quem não comete erros. Ao escrever, ao escrever

Invejo da Cameron que beijou o House e dos peitos da Nigella

Aliás, da Nigella invejo até os puns

Invejo vovó que já sabe o que é a morte e deve estar lá (sabe-se lá onde que seria lá?) rindo da nossa cara por nos preocuparmos com o que ainda não alcançamos.

Aliás, invejo quem vive até os quase 93

Invejo quem tem pouco pêlo e quem consegue tirar a cutícula dos próprios pés

Invejo quem vai riscando seus afazeres da lista de pendências

Invejo quem sabe dirigir mesmo que não tenha carro

Invejo quem consegue poupar uma grana e torrar tudo numa viagem

Invejo quem sabe pechinchar e quem, diferente de mim, não simula frequentemente o que pensa

Invejo quem se resolveu na terapia e quem organiza (ou não se importa se organizou) os próprios emails

Invejo quem consegue um final não clichê para os próprios textos. O que, como percebes, não é o meu caso.

Onde que fica o play?

sábado, 25 de agosto de 2007

Que droga de pensamento é esse que me faz prostar na janela enquanto os outros passam ou que droga de tempo é esse que voa sem que eu lembre do que ocorreu antes de ontem mas que não me deixa esquecer de que não foi tão bem aproveitado assim ou que droga é essa que mantém o controle de mim fora do MEU alcance?
Onde que fica aquela porta que dá acesso a ou aquele botão que diz para o resto te mexe, porra?
E por que (se é que existe) este dispositivo em mim parece que fica a milhões de quilômetros e eu com a mão na cintura gasto o meu tempo pensando se vale à pena ir até lá porque o sol tá forte e eu calço um salto agulha destamanho dois números abaixo do meu?
Onde que eu pego um atalho, onde que eu desligo a projeção, onde que eu acendo a luz, onde que tá a mesa para que eu dê um murro, onde que estão meus braços (aqui do meu lado é que não parecem estar)?
Ou serão os meus olhos e minhas pernas então, onde será que estão?

Não por isso, viu?

segunda-feira, 6 de agosto de 2007
  • É tão bom quando alguém te pede desculpas por uma das 3334842356 grosserias que faz e você responde que não desculpa porque tem prazer em imaginar que ela remoerá a merda que fez por algumas noites daí você percebe que no dia seguinte as têmporas dela ainda latejam quando te vê.
  • Para que servem os espaços de “escreva aqui informações que você considere relevante” além de lavação de roupa suja e outras coisas que fogem completamente do assunto e, claro, são irrelevantes?
  • Adoraria comprar sapatos novos mas odiaria ter de configurá-los para os meus pés. Enquanto isso meu dedinho do pé esquerdo olha a paisagem pelo buraco do tênis cinza
  • Minha avaliação do período de experiência foi um sucesso \o/. Dizem que sou proativa e olha que eles só me conhecem profissionalmente.
  • Das três grandes coisas úteis que carregarei por toda a vida já tenho duas. Só falta uma cópia do Curtindo a vida adoidado.
  • E eu sou uma seta pronta para ser apontada para um bom lugar.
  • De resto? Inferno astral lá vou eu.