Archive for the 'Mundo cão' Category

Pensando

Tuesday, October 28th, 2008

É preciso exercitar sempre. Muitas vezes o que chateia não vira alvo da sua raiva, o alvo é o que está mais fácil, mais à mão. E ultimamente meu emprego tem me chateado muito.
Eu trabalho com e para pessoas mas elas são tão brilhantes quanto medíocres e irritantes.
Eu ando exercitando vários tipos de sentimento ultimamente e esse exercício me mostra a cada dia que não nasci para ambiente de empresa pública, que não sou boa marketeira de mim, não tenho lábia política e não tenho paciência para convencer por meios que não sejam o trabalho. E quem foi que disse que estabilidade é o suficiente pra tornar tudo suportável?
Mas não adianta falar nisso porque sei que é apenas parte do meu problema transitório. O problema sou eu, minhas escolhas e meu mau hábito de não seguir os avisos da minha intuição que dizem “você não precisa fazer isso dessa forma, você não gosta disso, o que você gosta não é aí”.
O que quero dizer mesmo é que adoro culinária. Fico doente quando chega um fim de semana e não invento algo pra fazer. Tenho orgasmos múltiplos lendo os blogs que assino o feed (99% dos blogs do meu reader SÃO SOBRE CULINÁRIA), compro livros e revistas sobre o assunto quase que por compulsão e tenho uma predileção por comidas simples e acolhedoras. Mas não sei se encaro uma de trabalhar com isso. Talvez seja só o medo do desconhecido, não sei.
Só sei que isso me pressiona e me faz olhar para o relógio do meu tempo e me questionar sobre o caminho que acho que devo continuar seguindo. Mas uma coisa é certa e talvez seja o ponto de partida da uma grande mudança: se hoje o que enxergo de maior vantagem no meu trabalho é a licença maternidade generosa é porque tem algo estranho com meu emprego e/ou com o jeito que encaro a minha forma de trabalhar.
Aguardemos e oremos.

Irrita

Saturday, October 25th, 2008

o fato da semana me cansar tanto a ponto de eu ter preguiça de fazer o que gosto no fim de.

Sansão

Thursday, October 9th, 2008

Tô deixando o cabelo crescer à pedido de uma amiga (mentira: é porque quero me lembrar de como sou com o cabelo maiorzinho e já que ela também pediu digo que é por causa dela. Vai que fica feio, né?) e hoje descobri que já estou na fatídica fase em:

  • que preciso dedicar mais que 2 minutos para arrumá-lo;
  • que devo ter na minha gaveta do trabalho (juntinho do creme hidratante, o pacotinho de algodão e o vidro de leite de rosas) um pente e creme para pentear;
  • e que nunca, NUNCA MAIS devo sair de casa sem tic tac E um arco na bolsa.

Porque sim, ele amanheceu legal e aceitou as fivelinhas direitinho mas depois do meio dia tudo criou vida, meu Deus!

Não tem preço: ato único

Thursday, August 28th, 2008

Chegar no caixa do Mercadorama com as compras do mês e descobrir que eles não refrigeram os alimentos que precisam ser refrigerados até o momento da entrega: meu horário de almoço inteiro.

Domingo

Tuesday, August 19th, 2008

ô meu fio, faz isso não. Cê tem uma filha de um ano e pouquinho pra mostrar o mundo, vai fazer compra no Extra e faz essa merda? E tua mulher te acompanha abrindo um Fandangos e enfiando na guela da menina, negão? Faz isso não. Paga depois come. É feio. Se o segurança não pega, outras pessoas verão ou, em última caso, Deus castiga.

Mas tomar iogurte e cervejinha e deixar os vasilhames vazios nas prateleiras e sair como quem não fez nada? Faz isso não. Depois reclama que político não presta, “onde vamos parar?” ou “morro e não vejo tudo”.

Certas coisas são indiscutivelmente erradas na minha opinião, uma delas é comer antes de passar pelo caixa do supermercado. É nojento e uma das maiores demonstrações de falta de educação que há, mesmo que você pague pelo produto depois. Se tá vendo que vai MORRER SE NÃO BEBER A LATINHA SKOL compre, sente, beba e depois volte para o mercado, seu monturo.

Terça, 22/07/08, 07:45 da matina

Friday, July 25th, 2008

Minha amiga: nunca havia depilado a axila com cera, daí liguei para um salão e perguntei quanto custava depilar. A mulher disse “5 reais” e eu perguntei se era por cada.

Eu: e eu que nunca havia depilado as pernas num salão e achei que o “meia perna” seria só a parte da frente. Imagina minha felicidade quando ela disse “pode virar”. 

Ai, meus sais

Tuesday, July 1st, 2008

Eu fico muito puta da cara com a imprensa  noticiando de forma exclusivamente sensacionalista a história da mãe de Curitiba que atirou sua filha pela janela.

Deve dar muito mais ibope apelar para “aquela criminosa que tirou a vida de uma inocente indefesa” do que aproveitar para discutir sobre distúrbios psicológicos que atacam as pessoas. É tão difícil assim considerar que TALVEZ ela não seja uma criminosa e sim uma pessoa DOENTE? Mas não dá ibope lembrar que pais não deixam de ser humanos depois que parem.

O que não fazer

Tuesday, May 27th, 2008

Esses dias rolou um papo aqui no trabalho e lembrei de duas coisas que aconteceram na minha adolescência e que até hoje não consigo esquecer:

1.

Quando menstruei: o que eu sabia de menstruação vinha de uns encartes que minha tia me deu da revista Capricho. Apenas deu. Não sentou pra discutir e explicar, nada. Mas pelo menos foi uma atitude mais ativa do que a da minha mãe que, apesar de ser tão “descolada” nunca explicou-me com naturalidade o que era menstruação, sexo, etc. No encarte, a linguagem usada para descrever um ato sexual era tão metódica quanto as instruções para abrir uma lata: o homem e a mulher que se conhecem e se amam começam com carícias, o homem estimula a mulher, blábláblá champ champ. Mas o que nunca esqueci até hoje é que quando menstruei a minha amada mãezinha CONTAVA PRA TODO MUNDO QUE EU VIREI MOCINHA. Puta que pariu, cara. Já não bastava todo o processo novo cujo “funcionamento” eu ainda desconhecia? Já não bastava achar que todo mundo via o meu Modess?

2.

Minha primeira paixão platônica foi pelo sobrinho da minha madrasta. Era também um processo que eu ainda não sabia como funciovava (não que hoje saiba). Por isso, ingenuamente, escrevi que o amava no meu caderninho de segredos, aquele local que você acha que todo mundo respeita. O que mamãezinha fez quando leu? CONTOU PRA TODO MUNDO QUE EU TAVA APAIXONADA!

Puta que pariu de novo.

Pais e mães: NUNCA exponha uma experiência do seu filho - independente da idade dele - sem que, seja lá de qual forma for, ele consinta. Mesmo que essa não tenha sido a intenção da minha mãe meu sentimento foi de ridicularização. E MUITO MENOS AINDA não faça isso num período em que a gente é (por direito, inclusive) extremamente inseguro quanto a si.

Participem ativamente das experiências dos seus filhos porque eles precisam de orientação e amparo, mas respeitem sua individualidade.

Irrita

Friday, May 23rd, 2008

Releitura
Piadas envolvendo gaúchos e gays
Bebês que ganham o nome “Vitória” depois que sobrevivem a alguma dificuldade
Quem fala de forma íntima de um lugar ou pessoa famoso (Tipo: chamar Arnold Schwarzenegger de “Arn” ou falar com a França é sua segunda casa sendo que a primeira fica em Itapecirica da Serra)
Comidas mais bonitas do que gostosas
Comer flor
A voz da Fernanda Montenegro em propagandas com o intuito de conferir credibilidade
“Conferir” ao invés de “agregar”
Sensor de presença nos corredores que deixam que a luz se apague depois de 20 segundos, forçando a gente a mexer os braços para não ficar no escuro
Todo e qualquer assunto envolvendo vinho, exceto receita de quentão
Ralar côco
“Hair Style” ao invés de “Cabelereiro”
entre outros

Alerta vermelho

Thursday, April 24th, 2008

Não sei se isso é bom, mas às vezes não percebo o quanto me cansa certas coisas, o quanto vivo no automático com o cotidiano, a ponto de não sentir mais o quanto elas me irritam e me arrancam pedaços.
E vem aí mais um feriado em que o máximo de aventura será esperar que faça sol para que seque todas as roupas.
E não é a TPM, coitada. Não vou fazer dela meu bode expiatório.