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Litígio

terça-feira, 11 de julho de 2006

Você tem um ex que não aceita o rompimento? Você sofre com as ligações initerruptas, os argumentos esdrúxulos e a chantagem sentimental desse ser que não percebe / aceita que a fila andou? Não reclame. Você não sabe o que é apego sentimental, chantagem, jogo sujo e aporrinhamento até que tente cancelar um serviço junto à Brasil Telecom. À seguir, trechos da minha conversa com o sétimo atendente em menos de 10 minutos ontem à tarde.

- Quero cancelar minha adsl e linha telefônica
- Por favor, informe seu DDD e número.
- xx xxxx xxxx
- Confirme por favor o nome do titular.
- nonononononon
- A senhora é responsável pela linha também?
- Sim, sou esposa do titular
- Só um momento por favor, estou fazendo algumas verificações e caso a senhora queira é só chamar.
- Ok
- Senhora?
- Sim.
- Só um momento por favor que estou verificando.
- Ok
- Senhora?
- Sim.
- Só um momento por favor que estou verificando.
- Ok
- Senhora?
- Sim.
- Só um momento por favor que estou verificando.
- Ok
- Senhora?
(silêncio)
- Senhora Kátia?
- Sim?
- Só um momento por favor que estou verificando.
- mmmm
- Desculpe a demora, senhora, o motivo seria por descontentamento com nossos serviços?
- Não. Quanto aos serviços não há reclamação alguma, apenas quantos aos atendentes.
- A senhora já contratou outra empresa para prestar esses serviços?
- Sim já está instalada.
- Qual? A senhora poderia me dizer?
- nonononono
- Mas senhora, veja bem, a empresa nononono, por mais vantajoso que seja, não consegue reduzir o valor como a Brasil Telecom.
- É, mas por algo em torno de vinte reais a mais eu tenho quase quatro vezes mais de velocidade.
- Mas é importante deixar claro que a senhora tem um contrato de fidelidade que, se reincidido hoje gerará uma multa de xxx.
- Ok, já sei disso.
- E mais trinta dias de serviços de adsl.
- Como assim “mais trinta dias de serviços de adsl”?
- É o que está previsto em seu contrato.
- Mas como se vou cancelar hoje também minha linha telefônica?
- Ah, nesse caso não há a multa de trinta dias, já que nem tem como a senhora permanecer com a adsl se vai cancelar a linha também.
- Ok.
- A senhora está certa sobre o cancelamento?
- Sim.
- Mas segundo normas da empresa o cancelamento só pode ser feito pelo titular da conta.
- Como? Quer dizer que transferência, contratação, o escambau eu posso fazer, mas cancelar não?
- Normas da empresa.
- Filho, você tem câmeras instaladas na minha casa? Não, né? Se eu chamar meu vizinho e ele ligar para vocês o serviço seria cancelado?
- Sim, mas daí é de responsabilidade da senhora.
- Mas então qual a segurança que vocês têm de que é o titular que está falando com você?
- Senhora, são normas da empresa.
- Responda minha pergunta: se um homem ou alguém com voz grossa ligar para você munido de todas as informações necessárias ele consegue cancelar?
- Senhora, existem informações que só o titular sabe.
- Filho, o titular da conta é meu marido a quase três anos, não há nada que você queira saber que eu não saiba te informar. E você ainda não respondeu a minha pergunta.
- Não respondi porque sua pergunta está mal formulada.
- Não, você não respondeu porque você não está programado para responder a esse tipo de pergunta, já que parte do seu salário depende da aquisição de serviços e você só quer falar com meu marido porque quer fazer a gente perder mais tempo com seu talento de vendedor. E também porque é inteligente e percebe que se responder à minha pergunta vocês teriam de reformular essa norma interna que diz que só titular é quem consegue cancelar.

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Resumindo: se o titular for mulher ou homem, o Max Fivelinha ou Nair Bello, respectivamente, conseguem cancelar em nome de qualquer pessoa.

E falando em

quarta-feira, 22 de março de 2006

… MST, hoje quando eu tava vindo pro trampo parou um carro com uma mulher e atrás do carro vinha um ônibus com uma bandeira enoooorme do MST na frente e uns caras com bonezinho. Ela desceu do carro e perguntou-me onde ficava o lugar tal. Daí eu, com minha solidariedade santificada, apontei pro lugar que ficava logo ali perto. Porra, por que não apontei pro lado oposto e disse que era uns 15 km seguindo a Avenida das Torres?

De amor e de dor e blábláblá

segunda-feira, 6 de março de 2006

É engraçado como as coisas mudam em um pequeno espaço de tempo. Contei que dia desses ao entrar no emeesseene (escrita diferente com fins meramente estéticos) e vi que todos os meus contatos estavam bloqueados? E eu permaneci ali, online, como se isso fizesse alguma diferença? Claro que nesse tempo alguém poderia tentar me adicionar, o que daria alguma utilidade à minha ação, mas essa possibilidade é menos lúdica do que a que tentarei expor em seguida. O que mudou é que, como posso dizer, não tenho mais tanta paciência de falar com as pessoas como tinha, principalmente falar sem enxergar essas pessoas. É como se a comunicação ficasse severamente comprometida. O silêncio incomoda e o pior acontece: alguém pergunta sobre as novidades do dia/mês/ano. Houve um tempo em que até gostava de falar dessa forma com as pessoas, mas isso começou a causar problemas já que o interesse da conversa se baseava mais nos problemas do outro. Por culpa minha, admito, minha grande culpa e minha grande mania de achar que tenho capacidade de pegar parte da cruz alheia. Mas começou a causar incômodo perceber que no fundo, no fundo o que todo problemático deseja é um cristo reserva que lhe afague as chagas, que enxugue as lágrimas e que se compadeça do seu sofrimento. Tudo merda. É que eu aprendi a ser antisocial em dados momentos, beibe, e sim, tem dias que não quero te ver, te receber, falar contigo, te contar algo ou ouvir algo de ti. Mas olha, isso não quer dizer que não te ame. Outra coisa que tornou-se imensamente irritante é quando escolho cuidadosamente a trilha sonora do mêpêtrêis, crente que terei meus 20 minutinhos de caminhada até o trampo tranquilos e bem na esquina de casa encontro um (a) colega que estava apenas esperando por mim para fazer/ter companhia. Um indivíduo completamente desconhecedor dos meus anseios que gasta os meus preciosos 20 minutos falando sobre coisas interessantíssima como sua cesariana. Posso falar né? Vai magoar não? Mas me deixa caminhar sozinha, benhê. Eu olho pra sua (s) cara (s) 6 horas do meu dia e não sinto necessidade de mais tempo em sua (s) companhia (s). Não, filha (o), eu não te odeio, mas é que prefiro caminhar solitariamente, entende? Como podem perceber, além da parte irmã Dulce também tenho o lado cada qual com seus pobremas. E tome chulapada pro lombo acostumar, porque depois dessa cruz vem outra e mais outra e mais outra até que a morte dê fim. Ou não.

Todo mundo fala e eu sou mais uma

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006

Claro que vi pela TV, claro que esperei pelas quatro canções que eu realmente conhecia, claro que eu quero chegar aos 63 pulando daquele jeito, claro que a cinturinha dele é melhor que a minha, claro que a parte mais charmoséssima dele é aquela feiura descomunal, claro que odiei os vips arroz de festa, claro que eu queria estar lá mas faltou-me coragem, claro que a transmissão global foi uma fuleiragem só, claro que rolou briga e coisas piores. Mas o que não suporto, o que eu REALMENTE não suporto é ler nos fóruns da vida a opinião de quem foi e de quem não foi, esbajando diarréias verbais, insultos, bairrismos, comparações idiotas (= beatles?), nacionalismos, idéias revolucionárias, pseudo filosofias, teorias da conspiração, nariz empinados de quem não assistiu por 10 segundos, etc, etc. Esses espaços de debate só servem para mostrar-me uma coisa: opinião é igual CU, cada um tem o seu mas não é todo mundo que sabe USAR.