Arquivo da Categoria ‘Hell's Kitchen’

Outback, na minha humilde opinião

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

No estilo bate bola:

A batata com queijo e bacon é celestial? Sim. vem com uma maionese temperadinha deliciosa e alimenta dois famintos

A carne é respeitável? JESUS. Aquilo não é um filé, é um tijolo

E a sobremesa, hein? Porções agradáveis e o cheesecake com textura divina

O tempo de espera compensa? Tenho dúvidas. Esperar mais de uma hora por uma mesa não é agradável mesmo quando ao entrar o serviço compense. Vá quando tiver com paciência e sem que a fome já esteja batendo na porta

A ideia dos pagers de senha é boa? Criativa, mas eu faria ele vibrar e pular para ficar mais engraçado

O pão é tudo que falam? Sim, meus amigos, é

E o preço? 100 pilas em duas pessoas se esvaem como areia fina entre os dedos. O custo benefício para mim é o suficiente para você ir, sei lá, uma vez a cada ano. Tem coisas tão boas em outros estilos com uma acessibilidade financeira melhor

E os talheres, hã? Um único garfo deles deve ter mais aço inox do que tudo o que tenho aqui em casa.

Cozinha, de novo

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Foi mais ou menos assim:

Durante

Se não fosse gostoso já seria bonito

Antes do forno

Prontos pro bronze?

Foto tremida por causa da emoção pelo que viria em seguida

Foto tremida pela emoção do que viria em seguida

Feat.: Torta de chocolate e coco

Feat.: Torta de chocolate e coco

Anota aí:

domingo, 22 de março de 2009

Eu adoro cozinhar, até a sua avó já deve saber disso. Mas o que você não sabe, e não terá sua vida drasticamente modificada ao saber, é que sou preguiçosa para cozinhar também. Não tenho muita paciência para sovar, crescer, aquecer a 78 graus, etc.

Exemplo: Tô ensaiando desde que o mundo é mundo a famosa receita do pão delícia. Já até escolhi a receita testada e as cobaias e se tudo der certo em breve a coisa nasce.  Conhece o pão delícia? Ele é uma divindade. Se encontrar um verdadeiro pão delícia (provavelmente só no nordeste, mais precisamente: na Bahia) não deixe ele passar incólume. Não confunda com esses que já vi por aqui em Curitiba que nada mais é que massa de pão normal com parmesão em cima. Se eu conseguir ao menos 70% do sabor e textura que minha memória guarda não precisarei mais fazer nada no mundo porque já terei motivo suficiente para me gabar por 3 encarnações. E eu tenho uma utopia: conseguirei fazer a receita de pão delícia perfeito e comercializarei aqui pelas bandas do sul e minha empresa será tão bem sucedida que para ter meus pães você precisará encomendar com 15 meses de antecedência. E, assim como a Alex Atala, terei rios de estagiários pagando para lavar minhas assadeiras. E serei rica e algum acessório meu será vendido junto com Caras e quando o príncipe de sódeussabeonde vir ao Brasil você lerá na coluna da Joyce que o fulano de deliciou com os pães da renomada quituteira Kátia Mara.

Mas vamos aos fatos: quando gostosura = pouco esforço + ingrediente besta eu anoto logo no meu caderninho de resoluções lá na página de “comidas”. Foi o que fiz com o Rocambole de Massa de Pastel.

Passa o zóio:

Gostosura

nhonhonhonhon

E foi assim: abri a massa, passei uma pasta qualquer (cream cheese? requeijão cremoso? maionese?) eu fui de philadelphia mesmo. Moí peito de peru com queijo prato, juntei milho e cenoura ralada, um oréganozinho pra dar um cheiro. Daí tu joga e enrola, tá? Mas não faz rolão grosso senão embatuma. Também não usa recheio molhadão não (tipos frango com molho de tomate) que também embatuma. O lance é usar recheio sequinho. Enrola, põe na assadeira untada com óleo, cobre com alumínio e deixa no forno baixo por 15 minutões. Tira o papel, pincela ovo batido e deixa dourar por uns 15-20 minutões até ficar bronzeado. Não demora muito para comer não, hein (como se precisasse pedir, né?) porque senão perde a crocância. Lembra massa folhada? É, lembra de muito longe mas nem tinha necessidade. Pode usar recheios outros? Óbvio. E doce, dá para fazer? Faz sem precisar dar, meu filho. Deve ficar uma beleza com goiabada cremosa e queijo esfareladinho. Polvilha canela e deixa a vizinhança sofrer.

Ai, ai.

Com vocês,

domingo, 11 de janeiro de 2009

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tchãram! sorvete de torta de limão.

Eu já disse que amo o interior?

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Não consigo explicar para o povo daqui o que é um jenipapo.

Pior ainda quando pedem para que explique o que é tapioca.

Tapioca, para mim, é uma farinha grossa e de formato irregular derivada do amido e preparada de forma artesanal (tapioca industrializada non eziste no meu mundo) usada para fazer bolos, pudins, cuscuz ou apenas torrada no forno com um tico de açúcar e coco (fresco, por favor) ralado.

Fica um cheirinho pela casa que só cheirando.

O que chamam de tapioca eu chamo de beijú. Beijú úmido (hidratado com leite de coco, adoçado e povoado de coco fresco ralado) ou seco (só o amido mesmo levemente umedecido que assa até ficar levemente tortado para ser tomado com cafezin pretin).

Assim como existe o caminho da uva, acho que farei o caminho da mandioca.

A onda do momento é explicar o que é jenipapo, já que vivo espalhando por aí que licor de jenipapo é uma coisa deliciosa.

Não sei, minha gente, não sei mesmo descrever um jenipapo mais do que “uma fruta de carne rígida e perfumada”. Sorry

Abelardo Barbosa

segunda-feira, 17 de março de 2008

Comprei – também pela primeira vez nesses mais de 30 anos – 1 quilo de bacalhau. Saite, demolhado, desfiado, custando 14 reais.

Bacalhau em posta não me atrai porque tenho a sensação que dar uma “mordida” numa posta de bacalhau deve ser bacalhau em excesso.

Preciso tirar um pouco mais do sal. O disk mamãe / titia será acionado.

Que nem pinto no lixo

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Comecei a fase sólida hoje. Ainda com parcimônia posso deixar um pouco de lado os purês e outros alimentos cremosos que me acompanharam nos últimos 12 dias.

Como gosto de cozinhar de quando em vez e como fazia tempo que não cozinhava algo inteiramente por prazer (excluamos o feijão e carne de panela que fiz mais pela necessidade do caldo e legumes para as fases líquida e pastosa) me propus a semanalmente experimentar pratos novos e, vai que, publique por aqui, como é o caso de hoje.

Essa atitude de experimentar algo novo tem tudo a ver com minha nova forma de ver a comida. Antes era a quantidade, hoje é a qualidade. Qualidade esta que tentarei pautar tanto do ponto de vista saudável como de sabor. Sei que em muitos momentos conseguirei equilibrar bem os dois e em alguns momentos não terá como deixar a coisa mais saudável.

Sinto saudades de cozinhar para amigos e tenho certeza de que da próxima vez que isso acontecer, eles notarão bastante diferença.

Pode parecer nada glamuroso, mas a coisa que mais adoro na cozinha é ver que consegui fazer algo bom reaproveitando alimentos. Uma das comunidades mais fantásticas que visito é a Cozinhando com pouca grana. A pouca grana, apesar de relevante, não é nada comparado ao fato de você dar vida nova para o que iria para o lixo. Aqui em casa, como somos só nós dois e devido à diminuição drástica do volume do que como, tem ido muita coisa para o freezer mesmo tentando fazer bons cálculos. E uma das coisas que sempre tem no congelador é pão francês. E como no momento preciso evitar doces não posso apelar para o famoso pudim de pão (tenho uma receita que vai raspinha de limão que é um colosso).

Mas enfim, desde o meio da semana pensei num suflê para o domingo. E a mestra mor Ofélia ensinou um dia lá por 1900 e poeiras atrás uma massa padrão de suflê que você pode misturar a toda e qualquer coisa que tenha de resto e colocar para assar. É basicamente liquidificar 3 ovos, 400 ml de leite (usei o desnatado), 1 tablete de caldo de frango (ou o tempero que você quiser), 3 colheres de amido de milho (foi aí que usei 1 pão francês picado ao invés do amido) e 1 colher (chá) fermento em pó. Pegue umas 4 – 5 xícaras de qualquer sobra que você acha que combine entre si, acerte o tempero, misture essa massa, ponha em pirex untado com margarina ou óleo e asse por, sei lá, 40 minutos em forno 250 graus até ficar douradinho em cima. Sem óleo ou margarina (exceto, obviamente, para untar).

Não, meu bem, não é um suflêeee com claras batidas e gemas cozidas em banho maria, mas é a receita mais coringa do meu caderno porque casa bem com carne, peixe, frango ou vegetais. Fiz um franguinho grelhado e mandei para dentro.

Hell’s Kitchen

sábado, 15 de dezembro de 2007

2007, o ano em que ganhei meu primeiro aniversário surpresa, está indo-se. Revendo fotos publiquei uma das experiências culinárias. Sabe o Penne à Spedini? Fiz uma variação com espaguete.

E o cardápio de natal vai para: mignon na manteiga, massa com molho ao funghi, acompanhamentos e cheese cake.

Também terá amigo secreto com o pessoal daqui de casa

Do reveillon só sei que é quase certo algo com salmão. E torta de limão para não quebrar a tradição que já caminha para o seu segundo ano.