Archive for the 'Hell's Kitchen' Category

Eu já disse que amo o interior?

Monday, June 16th, 2008

Não consigo explicar para o povo daqui o que é um jenipapo.

Pior ainda quando pedem para que explique o que é tapioca.

Tapioca, para mim, é uma farinha grossa e de formato irregular derivada do amido e preparada de forma artesanal (tapioca industrializada non eziste no meu mundo) usada para fazer bolos, pudins, cuscuz ou apenas torrada no forno com um tico de açúcar e coco (fresco, por favor) ralado.

Fica um cheirinho pela casa que só cheirando.

O que chamam de tapioca eu chamo de beijú. Beijú úmido (hidratado com leite de coco, adoçado e povoado de coco fresco ralado) ou seco (só o amido mesmo levemente umedecido que assa até ficar levemente tortado para ser tomado com cafezin pretin).

Assim como existe o caminho da uva, acho que farei o caminho da mandioca.

A onda do momento é explicar o que é jenipapo, já que vivo espalhando por aí que licor de jenipapo é uma coisa deliciosa.

Não sei, minha gente, não sei mesmo descrever um jenipapo mais do que “uma fruta de carne rígida e perfumada”. Sorry

Abelardo Barbosa

Monday, March 17th, 2008

Comprei - também pela primeira vez nesses mais de 30 anos - 1 quilo de bacalhau. Saite, demolhado, desfiado, custando 14 reais.

Bacalhau em posta não me atrai porque tenho a sensação que dar uma “mordida” numa posta de bacalhau deve ser bacalhau em excesso.

Preciso tirar um pouco mais do sal. O disk mamãe / titia será acionado.

Que nem pinto no lixo

Sunday, February 24th, 2008

Comecei a fase sólida hoje. Ainda com parcimônia posso deixar um pouco de lado os purês e outros alimentos cremosos que me acompanharam nos últimos 12 dias.

Como gosto de cozinhar de quando em vez e como fazia tempo que não cozinhava algo inteiramente por prazer (excluamos o feijão e carne de panela que fiz mais pela necessidade do caldo e legumes para as fases líquida e pastosa) me propus a semanalmente experimentar pratos novos e, vai que, publique por aqui, como é o caso de hoje.

Essa atitude de experimentar algo novo tem tudo a ver com minha nova forma de ver a comida. Antes era a quantidade, hoje é a qualidade. Qualidade esta que tentarei pautar tanto do ponto de vista saudável como de sabor. Sei que em muitos momentos conseguirei equilibrar bem os dois e em alguns momentos não terá como deixar a coisa mais saudável.

Sinto saudades de cozinhar para amigos e tenho certeza de que da próxima vez que isso acontecer, eles notarão bastante diferença.

Pode parecer nada glamuroso, mas a coisa que mais adoro na cozinha é ver que consegui fazer algo bom reaproveitando alimentos. Uma das comunidades mais fantásticas que visito é a Cozinhando com pouca grana. A pouca grana, apesar de relevante, não é nada comparado ao fato de você dar vida nova para o que iria para o lixo. Aqui em casa, como somos só nós dois e devido à diminuição drástica do volume do que como, tem ido muita coisa para o freezer mesmo tentando fazer bons cálculos. E uma das coisas que sempre tem no congelador é pão francês. E como no momento preciso evitar doces não posso apelar para o famoso pudim de pão (tenho uma receita que vai raspinha de limão que é um colosso).

Mas enfim, desde o meio da semana pensei num suflê para o domingo. E a mestra mor Ofélia ensinou um dia lá por 1900 e poeiras atrás uma massa padrão de suflê que você pode misturar a toda e qualquer coisa que tenha de resto e colocar para assar. É basicamente liquidificar 3 ovos, 400 ml de leite (usei o desnatado), 1 tablete de caldo de frango (ou o tempero que você quiser), 3 colheres de amido de milho (foi aí que usei 1 pão francês picado ao invés do amido) e 1 colher (chá) fermento em pó. Pegue umas 4 - 5 xícaras de qualquer sobra que você acha que combine entre si, acerte o tempero, misture essa massa, ponha em pirex untado com margarina ou óleo e asse por, sei lá, 40 minutos em forno 250 graus até ficar douradinho em cima. Sem óleo ou margarina (exceto, obviamente, para untar).

Não, meu bem, não é um suflêeee com claras batidas e gemas cozidas em banho maria, mas é a receita mais coringa do meu caderno porque casa bem com carne, peixe, frango ou vegetais. Fiz um franguinho grelhado e mandei para dentro.

Hell’s Kitchen

Saturday, December 15th, 2007

2007, o ano em que ganhei meu primeiro aniversário surpresa, está indo-se. Revendo fotos publiquei uma das experiências culinárias. Sabe o Penne à Spedini? Fiz uma variação com espaguete.

E o cardápio de natal vai para: mignon na manteiga, massa com molho ao funghi, acompanhamentos e cheese cake.

Também terá amigo secreto com o pessoal daqui de casa

Do reveillon só sei que é quase certo algo com salmão. E torta de limão para não quebrar a tradição que já caminha para o seu segundo ano.