Café Mafalda – Curitiba

Fazendo uso do meu vasto poder de formadora de opinião, vamos lá:

A gente queria um lugar fofinho para tomar um café e comer umas coisinhas. Imaginei que um lugar com o nome da minha ídola seria uma boa idéia e lá fomos. Não sei se eles nos acharam feios ou se era a noite em que os garçons disputam para ver quem consegue tratar o cliente com maior indiferença, enfim.

Chegamos e fomos para o piso superior para ficar longe da fumaça de cigarro. Já havia um casal com cardápio na mão na mesa ao lado. Sentamos e ficamos assim por um tempinho. Nem sinal de garçom. Deveria ter achado estranho quando a moça do casal ao lado comentou “será que vai vir alguém?“. O Paçoco foi até o piso inferior para conseguir, ao menos, o cardápio.

Nisso chegou mais uma dupla que se acomodou numa terceira mesa. Finalmente subiu uma atendente que abriu uma janela perto da gente e fingiu que erámos um abajur. O casal que já estava lá quando chegamos disse “moça, pode vir aqui?” ao que ela respondeu quase sem olhar na cara deles “só um momento” e foi tirar o pedido do casal que chegou por último. Depois disso voltou e tirou o pedido do primeiro casal e por último veio à nossa mesa pegar os nossos. Pedimos dois petiscos, dois pratos e duas bebidas e pedimos que os petiscos e as bebidas viessem antes. Depois de um tempinho veio o primeiro petisco. Passados uns minutos veio o segundo e nada das bebidas.

Já mortos de sede, cadê que alguém aparecia para gente perguntar das bebidas? E quando aparecia era correndo e nem perguntava se precisávamos de algo. Depois de comer todos os petiscos, lembrando que as bebidas eram para acompanhá-las, finalmente vieram as bebidas. O rapaz, esse até simpático, perguntou se eu queria açúcar ou adoçante no meu suco. Respondi que queria açúcar. Uns 5 minutos depois e nada. O mesmo garçom virou para gente e perguntou se queríamos algo. Registremos aqui que durante todo o tempo essa foi a única vez que alguém perguntou se precisávamos de algo. Respondi que estava AINDA aguardando o açúcar. Nisso, o Paçoco já havia bebido o café porque senão iria gelar. Parênteses: percebem a sincronia dos acontecimentos, certo?

Veio o açúcar. Correção: veio um açucareiro VAZIO. Dá-lhe chamar outro garçom para pedir o açúcar. Finalmente adoçei meu suco e bebi. Vieram as comidas. Sejamos justos: as comidinhas eram deliciosas. Até cogitamos pedir sobremesa mas, além de estarmos cheios de comida, estávamos cheios da falta de cuidado com o atendimento. Pedimos a conta. E quando vi que a garçonete voltou sem nada resolvi que o melhor era nós mesmos irmos ao caixa ver quanto deu e fugir do lugar o mais rápido possível. Claro que não pagamos os 10%.

Não sou tão chata a ponto de não querer que num lugar cheio (e não estava cheio quando chegamos) demore um pouco para a comida vir à mesa, etc. Mas, pô: o lugar estava vazio quando chegamos, nem pra trazer o cardápio e tirar o pedido,cara? A comida é boa mas pra mim não compensou o stress de ficar torcendo para que o garçom olhe para você e cogite a possibilidade de que, talvez, você precise ser atendido.

Um comentário para “Café Mafalda – Curitiba”

  1. silvio disse:

    Definitivamente, o atendimento do mafalda e’ pessimo – se a dona estiver no caixa, entao, ainda pior.
    Eu nao costumo voltar em lugar onde sou mal atendido, mas como curitibano gosta de rotina, a casa continua operando. Se dependesse de mim, aquela bagaça ja’ teria ido `a falencia ha’ anos.

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