Comecei a fase sólida hoje. Ainda com parcimônia posso deixar um pouco de lado os purês e outros alimentos cremosos que me acompanharam nos últimos 12 dias.
Como gosto de cozinhar de quando em vez e como fazia tempo que não cozinhava algo inteiramente por prazer (excluamos o feijão e carne de panela que fiz mais pela necessidade do caldo e legumes para as fases líquida e pastosa) me propus a semanalmente experimentar pratos novos e, vai que, publique por aqui, como é o caso de hoje.
Essa atitude de experimentar algo novo tem tudo a ver com minha nova forma de ver a comida. Antes era a quantidade, hoje é a qualidade. Qualidade esta que tentarei pautar tanto do ponto de vista saudável como de sabor. Sei que em muitos momentos conseguirei equilibrar bem os dois e em alguns momentos não terá como deixar a coisa mais saudável.
Sinto saudades de cozinhar para amigos e tenho certeza de que da próxima vez que isso acontecer, eles notarão bastante diferença.
Pode parecer nada glamuroso, mas a coisa que mais adoro na cozinha é ver que consegui fazer algo bom reaproveitando alimentos. Uma das comunidades mais fantásticas que visito é a Cozinhando com pouca grana. A pouca grana, apesar de relevante, não é nada comparado ao fato de você dar vida nova para o que iria para o lixo. Aqui em casa, como somos só nós dois e devido à diminuição drástica do volume do que como, tem ido muita coisa para o freezer mesmo tentando fazer bons cálculos. E uma das coisas que sempre tem no congelador é pão francês. E como no momento preciso evitar doces não posso apelar para o famoso pudim de pão (tenho uma receita que vai raspinha de limão que é um colosso).
Mas enfim, desde o meio da semana pensei num suflê para o domingo. E a mestra mor Ofélia ensinou um dia lá por 1900 e poeiras atrás uma massa padrão de suflê que você pode misturar a toda e qualquer coisa que tenha de resto e colocar para assar. É basicamente liquidificar 3 ovos, 400 ml de leite (usei o desnatado), 1 tablete de caldo de frango (ou o tempero que você quiser), 3 colheres de amido de milho (foi aí que usei 1 pão francês picado ao invés do amido) e 1 colher (chá) fermento em pó. Pegue umas 4 – 5 xícaras de qualquer sobra que você acha que combine entre si, acerte o tempero, misture essa massa, ponha em pirex untado com margarina ou óleo e asse por, sei lá, 40 minutos em forno 250 graus até ficar douradinho em cima. Sem óleo ou margarina (exceto, obviamente, para untar).
Não, meu bem, não é um suflêeee com claras batidas e gemas cozidas em banho maria, mas é a receita mais coringa do meu caderno porque casa bem com carne, peixe, frango ou vegetais. Fiz um franguinho grelhado e mandei para dentro.
Essa foto do recheio é tão comestível-como-tá-sem-botar-massa…
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Frango + tomate + cenoura ralada + pimentão + tempero à gosto