Oyapock

Primeiro: assiste CSI Miami? Então

Quando eu morava no oitavo andar do Regency na rua Schiller um dia vi adentrar num terrenão vazio que ficava em frente um cara de bicicleta. Fiquei espiando e pensando sobre o que faria aquele indivíduo num lugar com algumas árvores e que só serviria, quem sabe, para uma desova. Qualquer pessoa que entre naquele matagal sai do campo de visão aéreo mas aquele cara inventou de esconder-se justamente numa pequeniníssima clareira, o que me possibilitou identificar – mesmo minha visão sendo medonha para coisas distantes – que ele empunhava numa das mãos uma revista qualquer (dizem que nessas horas até catálogo da Avon serve) e na outra o seu pênis. Daí em diante você já sabe. Saí da janela porque não queria ser ibope para a intimidade do jovem (mesmo que isso fosse um dos seus elementos excitantes). Passados uns 20 minutos voltei à janela para ver se a criatura ainda permanecia lá. E não é que sim? Mais 5 pontos para o rapaz por demonstrar um empenho que é raro em dueto, trios, etc, executando um solo.
Não moro mais na rua Schiller e do décimo segundo andar da Oyapock (até hoje apenas uma atendente demonstrou conhecer o nome Oyapock) não avisto nenhum terreno baldio que pudesse servir de palco para esse tipo de espetáculo.
Mas não é que na última quarta feira enquanto enrolava durante a hora de almoço (porque computador, livros e afins são chatos às vezes. Muito às vezes, tá?) voltava caminhandinho pela ciclovia e à minha frente um casal deu meia volta bruscamente. Segui normalmente até que avisto um moço encostado numa parede girando a cabeça loucamente. Imediatamente baixei a visão até suas mãos que estavam onde e fazendo? Exatamente.
Voltando ao assunto. Uma vez eu e o meu amado e paçocal viajante fizemos uma lista de pessoas irremediavelmente irritantes. À seguir uma variação desta com o acréscimo de coisas também. São eles: flanelinha, telemarketing ativo, crianças vendendo adesivo no ponto de ônibus, garçon que não enxerga teu dedo, tiazinha que anda de salto 15 mas não pode ficar em pé no ônibus, vendedores de abacaxi, mãe que não enxerga a travessura do filho na fila em que você está, gente indecisa no mac, subway e afins, gente que fala devagar ou mais do que um tipo assim por dia, microfoninho de balconista do cinema, ciganas querendo ler sua mão, Glória Maria, aguente mais um pouquinho dito por algum médico, gente que fura e entra sem pagar no ônibus, chefe que não trabalha mas cobra resultados surreais, nota de 100 reais (ou você não tem ou não consegue trocar), o porque e suas variações, o canto direito do dedão do meu pé direito, gente com síndrome de Gabriela (eu nasci assim, eu cresci assim, etc), os afluentes de qualquer rio, soletrar o nome Oyapock; quaisquer que, ignorando que você está com fones na melhor parte da melhor música da sua playlist, puxa assunto para falar do tempo e fazendo um gancho com o capítulo de hoje da novela das 8. Ponto e vírgula também.

3 comentários para “Oyapock”

  1. k. disse:

    como podes colocar ponto-e-vírgula como coisa irritante sendo ele um sinal de pontuação adorabilíssimo? :-O

  2. Antes de mudar o laboratório de lugar, certa vez eu vi da janela um casal de rapazes em idade escolar escondidos sob uma árvore (mas bem embaixo da nossa janela) saboreando um pirulito de carne.

    Enfim… acontece.

  3. então… eu assisti a 1 episódio do CSI Miami… e tenho o DVD 3 da 5a. temporada do CSI tradicional…

    ah… e falo devagar… sem tipo assim.. .haha

    apareça fia… vai que eu escrevo mais!

    beijos!

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