Olá, meu querido quarto dia de férias
Thursday, December 21st, 2006Como você bem deve saber você e os seus antecessores foram bem emocionantes, por assim dizer. Começando pela segunda feira dedicada à intensa tarefa de deixar o lar habitável (de onde saem tantas roupas sujas e esses tufos de lã, meu Deus?). Na terça embrenhei-me entre consumidores conscientes do Brasil e, debaixo de um calor de 35 graus (eu vi o termômetro com esses olhos que a terra há de comer), deixei-me depilar com cera quente já que, como irei dedicar à próxima semana ao ócio à beira mar, pega mal ter as partes mais peludas que a do paçoco.
Na quarta - que lindo - o vizinho do 1103, apartamento que fica logo aqui embaixo, resolveu? Tchanram: reformar o banheiro e a cozinha. Que meigo, que meigo. Todo o dia de terça com os meus sensíveis ouvidos beijados pelas marteladas nos azulejos. Como sempre pago para passar meu positivismo resolvi descer e despejar minha doçura e simpatia naqueles trabalhadores suados e empoeirados questionando até quando aquela sinfonia inebriante duraria. Tive de ouvir o que não queria “olha dona, estamos tirando os azulejos e no máximo até amanhã acabamos”. Ohhhhh. Fazer o quê né? Quando a esmola é demais, etc.
E hoje, querido quarto dia, o médico diagnosticou no meu pulso aquilo que até eu sabia: tendinite. Remédios como primeira tentativa. Caso não surta efeito uma infiltração. Caso não surta efeito só na faca. É mau olhado, só pode.