As horas
passam
a vizinha pequena de cima anda
o sono meu pequeno foge
o amor dorme na cama, esfria
a blusa preta vira camisola
as 11 chega.
a vassoura, pêlos soltos, encosta na parede escura
escuro o quarto a tela branca
as letras aparecem refletindo nas lentes frias
+ 1,5 longe + 0,5 perto
a noite passada dormindo fora
a água empurra o ar que empurra a água no cano sujo que
c
a
i
pela torneira
October 11th, 2006 at 9:30 pm
Ninguém merece insônias… E os vizinhos aqui em cima parecem que dão festas todas as noites. Pense num povo barulhento!
Beijos!