26

Passaram-se três anos depois do dia em que desci do ônibus sem saber o que encontraria. E o moço de moletom creme (ou bege, nunca se sabe) esperava-me com um livro envolto em alguns metros de plástico bolha. É presente.

Não lembro do livro ou do tumulto da chegada ou dos sapatos apertados. Mas lembro das mãos ainda apenas (ainda apenas) amigáveis.

Passaram-se três anos e perdi a poesia, a paciência e a habilidade de transcrever. Transformei-me no comum, parei de perseguir as sombras, mudei de lado nas estatísticas. A paixão de extra tornou-se intra e a sensação de que foi tudo hoje pela manhã ainda permanece.

Gosto de (orgulho-me de, gabo-me de) saber que convivo com a pessoa mais maravilhosa de tudo o que é possível imaginar que exista. :)

3 Responses to “26”

  1. Eduardo Habkost Says:

    Minhooooooooooooooooooomm….

    E eu só vejo o que a Paçoca escreve depois de décadas.

    Também, eu fiquei longe do computador o final de semana inteiro, e nem li nada na segunda.

    Eu te amo :***

  2. Dani Says:

    Que bonito :)

  3. Raposa Felpuda Says:

    Que lindo Katita..
    Parabéns pela união estável com o Paçoco!
    Beijos da sumida, mas viva.

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