Arquivo de setembro de 2006

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sexta-feira, 29 de setembro de 2006

Passaram-se três anos depois do dia em que desci do ônibus sem saber o que encontraria. E o moço de moletom creme (ou bege, nunca se sabe) esperava-me com um livro envolto em alguns metros de plástico bolha. É presente.

Não lembro do livro ou do tumulto da chegada ou dos sapatos apertados. Mas lembro das mãos ainda apenas (ainda apenas) amigáveis.

Passaram-se três anos e perdi a poesia, a paciência e a habilidade de transcrever. Transformei-me no comum, parei de perseguir as sombras, mudei de lado nas estatísticas. A paixão de extra tornou-se intra e a sensação de que foi tudo hoje pela manhã ainda permanece.

Gosto de (orgulho-me de, gabo-me de) saber que convivo com a pessoa mais maravilhosa de tudo o que é possível imaginar que exista. :)

Seria cômico se etc.

segunda-feira, 25 de setembro de 2006

Foi assim: sonhei que conversava com uma dessas pessoas sem rosto dos sonhos e que eu comentava que a água potável do mundo estava acabando e por causa disso achava melhor pensar bastante antes de colocar um filho no mundo porque num futuro bem próximo viveremos a guerra da água. Pior é que acordei e fiquei pensando que o inverno de 30 graus curitibanos tem a ver com isso também. Será que tenho filho? Será que considero todas as convicções não tão convictas (porque não tenho problema em mudar constantemente o que penso sobre algo / alguém) e tenho assim mesmo porque ele será uma alma que precisará passar por certas coisas, etc?

E hoje também fiquei feliz porque li isso aqui. Não vou falar do que essa mulher passou porque isso é fácil achar. Também não vou fazer discurso porque isso também é fácil achar. Só vou dizer que fico feliz e triste quando vejo que precisou acontecer um tipo de evento desses para que uma lei fosse aprovada e que – teoricamente – um filho da puta como o ex marido dela não seja mais presenteado com tantas regalias e estadia de cerca de dois anos na prisão.

Chovendo no molhado: abomino violência. Escrita, falada, imposta, física, conivente, homem, mulher, bicho, mato. E tenho uma abominação especial pela violência psicológica. Murro você revida, mas e auto estima tolhida? E valores pessoais dizimados? E olhares tiranos impostos porque ela não é uma dama ou porque ele se mostrou frágil?

Uma amiga, vou contar isso porque sei que ela não me lê, uma linda e inteligente amiga. Casada, marido ciumento porque te amo e você é minha, uma filha, depressão pós parto, marido que não quer que ela converse com os amigos, marido que diz já perdi a paciência com você, nem te bater mais tenho vontade, marido que diz sai pra lá, tenho nojo de você e ela que diz estou com ele porque sei que tenho de ajudá-lo. Isso lembra tudo que já vi sobre dor como forma de reavaliação sua e do outro. Mas até quando deve doer para que surja uma Luciana, uma Maria da Penha ou um uso inteligente da água potável?

Dormirei e sonharei com desmatamento das encostas.

White a post # 2

quinta-feira, 21 de setembro de 2006

Eu quero o nome do lubrificante que a Cicarelli usa.

É muito simples, comissário.

sábado, 16 de setembro de 2006

A viagem

A receita

A orgia

You should call Jack Bauer

segunda-feira, 4 de setembro de 2006

House conquistou o título até então relacionado à Lost: viciante.