Para o alto e avante

Eu assisto aos jogos. Ao menos do Brasil, de Portugal e os da Argentina na copa, esse último pra secar, claro. Porque eu sou louca por uma roubada de bola bem feita, uma defesa lá no alto, um passe de calcanhar, o Big Phil se esquartejando na beira do campo com todo aquele jeito gaúcho de ser. Mas eles não são deuses, não estão no meu altar de adoração (espaço este destinado apenas ao Hanibal Lecter, Alien, Raul Cortes, Sean Conney e o Locke). Sinto falta dos tempos do Zico e quando não existia esse lance de ter um garoto propaganda que no seu tempo livre jogava bola. Mas também é bobagem esse discurso que os “revolucionários” fazem sobre o futebol como uma forma de esquecer de problemas. Talvez eles é que sejam assim: tão fissurados em mudança e democracia que não conseguem fazer nada além disso. Nem agir. Futebol pra mim é como cinema, show ou um quadro. Não tem como função maior educar e iludir, a não ser que o expectador o queira. No meu caso, serve apenas para minha contemplação e como mais um motivo para juntar num mesmo lugar duas ou três pessoas que considero. Mas claro, se for com o Brasil ganhando e, principalmente, a Argentina perdendo fica mais bonito porque eu não sou boba de negar o meu lado competitivo. Mas não deixo de dormir se não for assim. E eu xingo pra caralho, cara. Quero ver como vai ser amanhã, já que vou assistir no trabalho e correndo o risco do meu chefinho ficar sentado do lado.

2 Responses to “Para o alto e avante”

  1. Felipe Says:

    Brigaduuu! =)

  2. Monocromático Says:

    A cada jogo eu tenho a sensação de estar assistindo a um VT da copa de 90. Cada jogo ruim que nem o meu fanatismo quadrianual por futebol aguenta.

    E agora, fique com as emoções de Sinhá Moça.

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