Eu assisto aos jogos. Ao menos do Brasil, de Portugal e os da Argentina na copa, esse último pra secar, claro. Porque eu sou louca por uma roubada de bola bem feita, uma defesa lá no alto, um passe de calcanhar, o Big Phil se esquartejando na beira do campo com todo aquele jeito gaúcho de ser. Mas eles não são deuses, não estão no meu altar de adoração (espaço este destinado apenas ao Hanibal Lecter, Alien, Raul Cortes, Sean Conney e o Locke). Sinto falta dos tempos do Zico e quando não existia esse lance de ter um garoto propaganda que no seu tempo livre jogava bola. Mas também é bobagem esse discurso que os “revolucionários” fazem sobre o futebol como uma forma de esquecer de problemas. Talvez eles é que sejam assim: tão fissurados em mudança e democracia que não conseguem fazer nada além disso. Nem agir. Futebol pra mim é como cinema, show ou um quadro. Não tem como função maior educar e iludir, a não ser que o expectador o queira. No meu caso, serve apenas para minha contemplação e como mais um motivo para juntar num mesmo lugar duas ou três pessoas que considero. Mas claro, se for com o Brasil ganhando e, principalmente, a Argentina perdendo fica mais bonito porque eu não sou boba de negar o meu lado competitivo. Mas não deixo de dormir se não for assim. E eu xingo pra caralho, cara. Quero ver como vai ser amanhã, já que vou assistir no trabalho e correndo o risco do meu chefinho ficar sentado do lado.
Arquivo de junho de 2006
Para o alto e avante
segunda-feira, 26 de junho de 2006Porque amanhã é dia 12
domingo, 11 de junho de 2006
As 9
segunda-feira, 5 de junho de 2006Estou fazendo hidroginástica. Comprei o pacotão de 3 meses numa boa academia e a mensalidade despencou para 80 paus por 3 dias de exercícios semanais. Cansa pra caralhéo, pensa que não?
Hoje ainda é segunda né? Mas veja só: desde sexta que não durmo decentemente por causa de uma gripe. Sabe a cabeça? Pois assim entre a gargante e o nariz? Trancou tudo, não é isso que chamam de sinusite? Domingo acordei lá pelas oito regendo a orquestra do currucu – currucu e para não acordar o Paçoco fui pra sala assistir o programa do Seicho-no-ie. Segunda, 4 da manhã, sem nada pra fazer – já que dormir é impossível – vamos onde, meu bem? Num PS, claro, para que um cardiologista me receitasse um remédio de gotinhas de 30 reais pra eu não comprar. Por menos de 5 passei no sacolão e comprei horrores de limão taiti e tô aqui espremendo, botando mel e curtindo a minha afonia.
De manhã, aeroporto pra despachar o Paçoco para os confins do universo, volto e preciso ir para os exames cardiológicos que indicam que meu coração é normalíssimo, mas que meu fôlego ainda é uma tragédia. Daqui a 3 meses quem sabe? Pregarei na parede de tanto orgulho. À tarde, curtindo a minha procrastinação – sim, porque a pia tava lotada de louça – vejo o meu querido Malafaia fazendo um apelo emocionado, pedindo a ajuda dos seus fiéis porque ele achou uma área à venda e que foi avaliada em 4 milhões mas que o cara tava fazendo pra ele pela bagatela de 1,8. Me seguro para não sucumbir ao pedido que ele fez para aumentar mais ainda o reino de Deus aqui. Tadinho, ele só precisa de mil idiotas fiéis que colabore com o mínimo de 200 reais por mês por 6 meses, 2 mil que colaborem com 100, 3 mil que colabore com 50 e 4 mil que colabore com 15, esse números ele jura que combinou com o Senhor diretamente. Ah, como pude resistir a tamanho apelo deste representante direto de ti aqui nesse inferno? Por fim, o que rolou no icq:
Paçoco: o boiko falou que eles vão convidar você pra ir lá
Paçoco: e que ele quer fazer você de cobaia pra comer comida indiana
Kátia: Eu mandei uma mensagem pra marcia.
Kátia: eu até comeria.
Paçoco: eu tenho curiosidade
Kátia: deve ser igual dar a bunda
Paçoco: :P
Kátia: vai que no fundo a gente goste.
