De amor e de dor e blábláblá
É engraçado como as coisas mudam em um pequeno espaço de tempo. Contei que dia desses ao entrar no emeesseene (escrita diferente com fins meramente estéticos) e vi que todos os meus contatos estavam bloqueados? E eu permaneci ali, online, como se isso fizesse alguma diferença? Claro que nesse tempo alguém poderia tentar me adicionar, o que daria alguma utilidade à minha ação, mas essa possibilidade é menos lúdica do que a que tentarei expor em seguida. O que mudou é que, como posso dizer, não tenho mais tanta paciência de falar com as pessoas como tinha, principalmente falar sem enxergar essas pessoas. É como se a comunicação ficasse severamente comprometida. O silêncio incomoda e o pior acontece: alguém pergunta sobre as novidades do dia/mês/ano. Houve um tempo em que até gostava de falar dessa forma com as pessoas, mas isso começou a causar problemas já que o interesse da conversa se baseava mais nos problemas do outro. Por culpa minha, admito, minha grande culpa e minha grande mania de achar que tenho capacidade de pegar parte da cruz alheia. Mas começou a causar incômodo perceber que no fundo, no fundo o que todo problemático deseja é um cristo reserva que lhe afague as chagas, que enxugue as lágrimas e que se compadeça do seu sofrimento. Tudo merda. É que eu aprendi a ser antisocial em dados momentos, beibe, e sim, tem dias que não quero te ver, te receber, falar contigo, te contar algo ou ouvir algo de ti. Mas olha, isso não quer dizer que não te ame. Outra coisa que tornou-se imensamente irritante é quando escolho cuidadosamente a trilha sonora do mêpêtrêis, crente que terei meus 20 minutinhos de caminhada até o trampo tranquilos e bem na esquina de casa encontro um (a) colega que estava apenas esperando por mim para fazer/ter companhia. Um indivíduo completamente desconhecedor dos meus anseios que gasta os meus preciosos 20 minutos falando sobre coisas interessantíssima como sua cesariana. Posso falar né? Vai magoar não? Mas me deixa caminhar sozinha, benhê. Eu olho pra sua (s) cara (s) 6 horas do meu dia e não sinto necessidade de mais tempo em sua (s) companhia (s). Não, filha (o), eu não te odeio, mas é que prefiro caminhar solitariamente, entende? Como podem perceber, além da parte irmã Dulce também tenho o lado cada qual com seus pobremas. E tome chulapada pro lombo acostumar, porque depois dessa cruz vem outra e mais outra e mais outra até que a morte dê fim. Ou não.
March 6th, 2006 at 2:09 pm
E tem horas também que a gente não quer que ninguém de pitacos, né? Mas ãin mesmo sem te conhecer, este espacinho aqui para post tem essa finalidade também ora, ora então lá vai:
Assimde mansinho, você diz que precisa passar na casa de uma pessoa x,y,z antes de ir para o trabalho, “é rapidinho mas pode ir na frente que eu já estou indo e ó! eu esqueci em casa, ó, tenho que voltar, até mais” caramba eu já fiz isso, porque depois de tanto Rivotril para dormir eu quero pelo menos um pouco ficar sozinha também se que alguém me pergunte o porquê das minhas olheiras e do meu pé balançando de ansiedade, sem pena nenhuma, ué.
Bjs
March 6th, 2006 at 2:58 pm
Oi, filha, é Mata Hari, sim. Linda, não?
A convocatória eu deixei, na verdade, no http://sadanonikki.blogspot.com
Eu bloqueio pouca gente, mas hoje em dia bloquei muito mais do que há um ano atrás. Um dia, juro, chego nessa auto-suficiência.
March 12th, 2006 at 10:51 pm
Putz! Nada mais sacal do que ser social (sic!).
Certos dias, tudo que a gente quer é ligar o som no volume mais alto ou se atracar com um bom livro por aqueles poucos minutinhos e sempre pinta um babaca pra falar da unha encravada. Saco isso!