Archive for March, 2006

Presente

Friday, March 31st, 2006

dia desses eu sonhei

com você no meio da escada

era medo de subir ou de descer?

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Monday, March 27th, 2006

David Lynch poderia tomar umas aulas com o J. J. Abrams sobre como inserir recortes compreensíveis sem a necessidade de se tomar chá de cogumelo para ver alguma lógica.

E falando em

Wednesday, March 22nd, 2006

… MST, hoje quando eu tava vindo pro trampo parou um carro com uma mulher e atrás do carro vinha um ônibus com uma bandeira enoooorme do MST na frente e uns caras com bonezinho. Ela desceu do carro e perguntou-me onde ficava o lugar tal. Daí eu, com minha solidariedade santificada, apontei pro lugar que ficava logo ali perto. Porra, por que não apontei pro lado oposto e disse que era uns 15 km seguindo a Avenida das Torres?

Hoje sozinho não sei pra onde vou, é o caminho que vai me levando ô ô.

Thursday, March 16th, 2006

Chega a ser *frustrante a forma como minha consciência tem se comportado nos últimos tempos. Não nomeio isso de elevação espiritual pois não me cabe julgar algo assim, mas é impossível não perceber o que chamo de uma certa maturidade com que tenho encarado determinadas situações, simplesmente por agir como se a mudança se propagasse de dentro pra fora. Por exemplo, nos conflitos. No meu histórico não muito distante você encontraria situações em que eu estaria respondendo bem mais frequentemente agressão com agressão. Era comum você me ver atracada com situações rídiculas com troca de ofensas e digo hoje que isso me envergonha profundamente. Domingo fiz uma prova. E tente imaginar o que é fazer uma prova depois de uns seis anos sem estudar. Nas duas ou três semanas anteriores, dei uma passada de olho nas coisas, sem compromisso muito grande. Na noite anterior fui caminhando até o extra pra relaxar, assisti Mission Hill, deitei depois da uma, dormi depois das quatro, acordei às sete, tomei um copo de café, fiquei grogue até as oito, fechei os olhos, relaxei e fiz uma ótima prova até as onze. Saí, comi meu chocolate, bebi minha água e ao chegar em casa percebi que havia acertado boa parte das pouquíssimas questões que havia deduzido ou chutado. Lembrei do concurso do Banco do Brasil. Tragédia total. Três meses de estudos pra passar mal durante a prova e apenas assinar e sair. Mas eu comecei esse texto para falar mal da minha consciência e é o seguinte: dia desses, vendo determinadas opiniões nos fóruns e orkuts da vida sobre coisas variadas, percebi a quantidade de pessoas que agem de forma covarde, apenas porque sentem estar preservadas pelo anonimato. Pessoas se agredindo, chamando a Katilce de puta, dizendo que aquela gorda da Preta Gil deveria se matar, etc, etc. Isso me enfurece, não por gostar de uma delas, mas porque isso mostra o descontentamento de alguns diante da felicidade de outros. Não quero entrar no mérito de discutir se elas agem corretamente ou não, mas a chuva de críticas inúteis que cai sobre elas é apenas reflexo de pessoas reprimidas, pessoas que vão à festa e não dançam porque sentem vergonha, mas gastam seu tempo criticando a gordinha ou a desajeitada que sentiu vontade e foi lá dançar. Qual delas é de bem com a vida: a que se reprime ou a que agride a visão e a auto estima alheia ao levantar-se pra dançar? Aí é que entra minha cosciência para me atrapalhar. Porque a vontade que tenho é a de dizer: filha (o), pegue sua opinião, sua raiva, seu ódio, sua crítica, sua inveja, sua incapacidade, suas frustrações, suas dúvidas, suas neuras e enfie no cu e depois faça um bem à humanidade e se mate. Mas minha consciência me diz que não devo fazer isso porque eu estaria alimentando o cão errado, porque cada um já é crucificado pelas suas escolhas, pelos seus pensamentos. Que ao semear sentimentos ruins vou estar descendo um degrau, que se não posso construir, que eu não destrua, que não é porque você é diferente de mim (em corpo ou pensamento) que não posso te chamar pra tomar um café. E que cada vez mais eu me desamarre de tudo (conceitos, dogmas, diretrizes) e preste atenção na essência, mas obedecendo os meus limites (que faz parte dos limites do mundo). E isso se aplica tanto à necessidade que tenho de canalizar bem a minha agressividade quanto à serenidade nos momentos de concentração.
Eu até que desejo, mas não saberia como evitar o seu pensamento de tá se achando, hein nega mas mudar a sua impressão equivocada ao ler está fora dos meus limites e da minha necessidade, já que apenas quis expressar minha felicidade ao perceber que estou alimentando, ao menos um pouco mais, o cão certo.

 

* Ironia pura, viu? É que ainda é mais divertido ser diabinho.

Dando um tempo na mãodevaquice

Sunday, March 12th, 2006

Lá por quinta feira deve chegar um desses aqui em casa. Espero que faça valer todos os 15490 centavos que serão pagos em duas suaves parcelas.

E antes que me esqueça: pênis pênis pênis pênis pênis pênis pênis pênis pênis pênis pênis pênis pênis pênis pênis

De amor e de dor e blábláblá

Monday, March 6th, 2006

É engraçado como as coisas mudam em um pequeno espaço de tempo. Contei que dia desses ao entrar no emeesseene (escrita diferente com fins meramente estéticos) e vi que todos os meus contatos estavam bloqueados? E eu permaneci ali, online, como se isso fizesse alguma diferença? Claro que nesse tempo alguém poderia tentar me adicionar, o que daria alguma utilidade à minha ação, mas essa possibilidade é menos lúdica do que a que tentarei expor em seguida. O que mudou é que, como posso dizer, não tenho mais tanta paciência de falar com as pessoas como tinha, principalmente falar sem enxergar essas pessoas. É como se a comunicação ficasse severamente comprometida. O silêncio incomoda e o pior acontece: alguém pergunta sobre as novidades do dia/mês/ano. Houve um tempo em que até gostava de falar dessa forma com as pessoas, mas isso começou a causar problemas já que o interesse da conversa se baseava mais nos problemas do outro. Por culpa minha, admito, minha grande culpa e minha grande mania de achar que tenho capacidade de pegar parte da cruz alheia. Mas começou a causar incômodo perceber que no fundo, no fundo o que todo problemático deseja é um cristo reserva que lhe afague as chagas, que enxugue as lágrimas e que se compadeça do seu sofrimento. Tudo merda. É que eu aprendi a ser antisocial em dados momentos, beibe, e sim, tem dias que não quero te ver, te receber, falar contigo, te contar algo ou ouvir algo de ti. Mas olha, isso não quer dizer que não te ame. Outra coisa que tornou-se imensamente irritante é quando escolho cuidadosamente a trilha sonora do mêpêtrêis, crente que terei meus 20 minutinhos de caminhada até o trampo tranquilos e bem na esquina de casa encontro um (a) colega que estava apenas esperando por mim para fazer/ter companhia. Um indivíduo completamente desconhecedor dos meus anseios que gasta os meus preciosos 20 minutos falando sobre coisas interessantíssima como sua cesariana. Posso falar né? Vai magoar não? Mas me deixa caminhar sozinha, benhê. Eu olho pra sua (s) cara (s) 6 horas do meu dia e não sinto necessidade de mais tempo em sua (s) companhia (s). Não, filha (o), eu não te odeio, mas é que prefiro caminhar solitariamente, entende? Como podem perceber, além da parte irmã Dulce também tenho o lado cada qual com seus pobremas. E tome chulapada pro lombo acostumar, porque depois dessa cruz vem outra e mais outra e mais outra até que a morte dê fim. Ou não.