No dia 26 de DEZEMBRO nos dirigimos para a praia e, fazendo os cálculos por cima, passamos por um trecho beira mar de uns 25 quilômetros. E eu não lembrava como aquilo era tão belo. Poxa, deu certo, vovó foi junto e tudo mais, o que poderia ser tão ruim? Desconforto. Eu já sou chata para dormir fora de casa quando encontro um lugar razoavelmente confortável, o que dirá quando não tenho isso? Sinceramente isso não me afetou tanto quanto uma certa indisposição da parte de minha mãe em ir junto. Tudo bem. Deu noitinha, pegamos nossos travesseiros, colchão e rumamos para:

a. O quarto

b. A sala

c. A laje

Se você respondeu a letra C, acertou. Varremos a poeira do chão e nos arrumamos por ali mesmo, sem proteção alguma. Quer dizer, apenas o repelente. Tudo aberto, só o teto sobre nossas cabeças, mas sem parede, sem banheiro, sem um portão que nos protegesse de um andarilho. A coisa funcionou até que pela manhã o digníssimo marido de titia resolve acordar lá pelas quatro da manhã e dar início a uma série de atividades no quintal, ocasionando a abertura dos nossos olhos, a enfiada de travesseiros no ouvido que deu resultado até as cinco e pouco, hora que, nos dando por vencidos, levantamos. Para tentar diminuir o stress fomos ver o sol nascer.

Resolvemos que um chalé seria alugado. O mínimo de dignidade deveria ser mantida nessa viagem. E lá fomos até os chalés globo (só podia) tentar negociar um preço pagável para os próximos seis dias que se seguiriam e não é preciso dizer que pagamos caro por uma espelunca que nem ao menos tinha uma tomada para um ventilador no quarto.

A infraestrutura da localidade é escassa: sem um banco, um caixa eletrônico, uma lotérica e, pelo que lembro, também não tinha taxi. A cidade mais próxima ficava a cerca de 30 quilômetros (Ilhéus).

De tudo o que ficou foi:

a. Não lembrava de como me faz falta em alguns momentos meus irmãos e algumas outras pessoas que amo, já que aqui para baixo sou praticamente sozinha.

b. Meu coração dói bastantinho quando lembro de minha vovó colocando um colarzinho de bijouteria na hora que ia viajar. Já que ela nem sai de casa e aquela pequena viagem até perto da praia (mesmo sabendo que não conseguiria pôr o pé no mar) para ela é o equivalente em importância ao nosso deslocamento Paraná – Bahia.

c. Minha mãe continua com aqueles problemas que tanto incomodam, mas…

d. Essa não foi uma boa hora de continuar o diário de bordo, falta-me alegria e um pouco de poesia, mas estou fazendo apenas porque algumas coisas ainda estam frescas em minha memória mesmo que esteja faltando competência em descrevê-las.

e. O mar é lindo, e sempre será.

Agradecimentos tardios e mais um bem vindo ao Sr. Ivan Carlos que já me aguentou em meus tempos piores e sobreviveu, quem sabe, para contar a história.

9 comentários para “”

  1. Verô disse:

    fiz o famigerado pudim. tá lá gelando soberano na geladeira. ao que tudo indica ficou bom, mas sou suspeita, nem ao menos sabia fazer caramelo. uma salva de palmas pra Ké.
    beijos amore e nada de tristezinhas e nem tristezonas.

  2. Verô disse:

    laje? jesuis. vocês são doudos. e conhecendo os dois, eu acertei de primeira.

  3. Ivan carlos disse:

    1º, eu acertei o local de descanço…. rs pra vc descrever com detalhes onde iriam dormir, claro q tinha q ser um lugar, no mínimo, diferente (vixi rs)

    Por falar em tempos… quem é o felizardo com quem se casou? =)

    =**

  4. marcia disse:

    dormir ao relento, tenho ótimas lembranças… dormir sobre um lençol que apenas escondia a raíz da árvore e acordar com um bando de vacas passeando pelo pasto as tantas da madrugada. (sim,era um sítio, e eu não, eu era uma sem terra). a lua estava lá. início de namoro vale tudo.

  5. k. disse:

    maridos-de-tias sempre tem dessas bizarrices de perturbar os outros, mas acho que a dormição ao ar livre meio-que compensou, né? e AH, dia ’26 de janeiro’ é amanhã, katiamara:P

  6. ju disse:

    Laje e vovó, top máximo da viagem. Já vale um sorriso, o que de fato sustenta.

  7. marcia disse:

    devo lamentar a minha vírgula mal colocada na frase “eu não era uma sem terra” :(, nem posso colocar a culpa nesse teclado horríve!
    tenho um grave problema de falta de atenção. an?

  8. Kátia disse:

    relax.

  9. Sara disse:

    dormir ao relento – lavar a alma, ver a lua as estrelas, sinto-me outra, nao me sinto so, dormi na imensidao

Deixe um comentário