Archive for October, 2005

Friday, October 28th, 2005

Apresente-me apenas um, unzinho motivo pra ficar feliz em trabalhar numa sala com duas pessoas tão friorentas (eufemismo para pobre desacostumado com comodidade) que só permitem que o ar condicionado seja ligado no modo ventilar, independente do calor. Qual a utilidade do ar condicionado, meu Deus? Mudem de sala e recebam logo um pedaço de papelão para se abanarem que já deve ser o suficiente.

Wednesday, October 26th, 2005

Thursday, October 20th, 2005

Querido diário.

Estou tentando fazer com que o progresso desses meus novos pequenos hábitos seja frequente e crescente. Confesso que o bolo de chocolate faz parte dos meus sonhos mas parece que estou entendendo aquele lance de poder comer tudo mas não tanto. Até ataquei a esfirra da dona Carmen sem sentir culpa. Tem sido difícil porque durante o dia os momentos de angústia e tensão acontecem e às vezes eu não sei ao que recorrer. O trident tem sido meu amigo querido, acrescentando sabor à minha saliva frequentemente amarga. Quando a coisa beira o insuportável vou até o banheiro, me encosto num lugar qualquer e jogo Snake. Tenho vontade de fazer uma grande fogueira nada santa com todos os papéis que passam pela minha mesa. Não está sendo fácil. Espero que quem seja responsável, além de mim, pelo meu controle não me abandone por achar que sou um caso perdido. Fim.

Tuesday, October 18th, 2005

Espero que dessa vez tenha chegado ao fim a grande saga estrelada por mim intitulada Kátia e as terríveis cobranças mensais em sua conta salário. A empresa em que você trabalha abre uma conta salário pra você, certo? Por motivos compreensíveis até. No primeiro mês você descobre que o banco debitou seis reais de sua conta à título de pacote de serviços, certo? Você vai lá, fala com a atendente zarolha, ela diz que resolveu seu problema, tchau e bença. O problema prossegue num segundo mês. Você, em sua infinita paciência, volta lá e agora fala com a de cabelo lambido e ela diz que resolveu seu problema. Você faz isso mais cinco vezes, totalizando sete visitas mensais, mais as reclamações protocoladas via telefone. Agora me diga: sou ou não sou uma séria canditada à próxima reencarnação do Buda?

Friday, October 14th, 2005

Estou com três livros não lidos aqui do lado para devolver à biblioteca. Pagarei multa. São ossos do ofício, mais precisamente, EXCESSO de ossos no ofício. Peguei uma bacia d’água quente e pus meus pés para que relaxássemos. Vamos lá. The Final Cult (o Robbin Williams sempre será o Popeye) gentilmente citado pela Quelilima fala de lembranças. Então se um dia esse tipo de coisa for possível e se os adultos (como um dia serei) tiverem a chance de um implante retroativo, uma das passagens do meu filme seria:

A nossa escolinha havia conseguido uma licença para levar seus alunos para a piscina da AABB. Para uma criança que tinha visto piscina apenas pela TV, a minha sensação era a mesma de alguém que conseguira o passaporte para o purgatório. Tudo pronto: Data, hora, transporte, o lanche a ser organizado na lancheira (minto, merendeira), previsão do tempo, só que… eu não tinha maiô. Sabe o que significa não ter maiô ou algo que o valha numa cidade de pouco mais de 10 mil habitantes cuja representação comercial (assim como a condição financeira da minha família) era escassa? Meu sonho acabou. A cada dia minhas esperanças galopavam para mais longe até que numa ação conjunta entre mamãe, titia e vovó um maiô que nem sei a quem pertencia foi achado nos cafundós do guarda-roupa. Fui. O sol raiava para mim, atravessei aquela piscina umas quatrocentas vezes e fiz meu piquenique com os coleguinhas sem me importar nem um pouco com o fato do maiô ser uns quatro números maior do que o meu, a ponto de necessitar de dois enormes, portanto visíveis, nós nas alças.

Life is crazy, Candy baby

Friday, October 7th, 2005

Ontem fiz um texto grandão mas só que o notepad resolveu mostrar que ele também sabe dar pau e como não sou maníaca por salvamentos, foi-se.

E já não agoeeeento mais trabalhar, ficar na cama depois das 10 tornou-se minha nova miragem. E eu não agoeeento mais agendar coisas no código 1538 do meu programa, nem saber detectar quando a merda de um trâmite faz com que o processo entre em fase de execução definitiva. Eu não faço direito, não é minha obrigação. Às vezes eu deito a cabeça aqui na mesa e falo assim baixinho umas coisas desconexas, balbucio feito criança e o tempo corre mais rápido. Daí levanTo e tem um troço que preciso grudar com durex, mas eu não acho a ponta do durex, alguém mais não acha? Tenho a impressão de que as pontas se fundem com o corpo do adesivo e somem debaixo de nossa fuça. E aposto que isso tudo é um complô com aqueles que, como eu, roem as unhas da mão e comem as unhas do pé récem cortadas com tesourinha. Eu quero descanso, não quero descaso. Dia desses tive uma crise dessas, do tipo “o que o mundo pensa que eu sou?”. E daí algo me respondeu “cala a boca e enxerga o que você mostra de si pro mundo” e daí chorei um pouco e deu um desespero danado. E eu tô cansada, sabe? De dizer que tenho as respostas, de dizer que não me importo se alguém é indelicado, das pessoas acharem que eu só falo merda e piadas sacanas e que não importo quando grosserias são feitas/ditas do meu lado. Das pessoas me olharem como uma ogra por dentro e por fora. Cansada de expor a couraça das minhas costas e dos meus pés com um brilho orgulhoso nos olhos. Não é bem assim não. A coisa é diferente, existe mulher dentro de mim e meu telhado é de vidro, portanto manera aí nas pedras.

Wednesday, October 5th, 2005

Eu: O que você está tentando pegar?

Mônica: uma ata.

Eu: ah! tá.