Ontem fiz um texto grandão mas só que o notepad resolveu mostrar que ele também sabe dar pau e como não sou maníaca por salvamentos, foi-se.
E já não agoeeeento mais trabalhar, ficar na cama depois das 10 tornou-se minha nova miragem. E eu não agoeeento mais agendar coisas no código 1538 do meu programa, nem saber detectar quando a merda de um trâmite faz com que o processo entre em fase de execução definitiva. Eu não faço direito, não é minha obrigação. Às vezes eu deito a cabeça aqui na mesa e falo assim baixinho umas coisas desconexas, balbucio feito criança e o tempo corre mais rápido. Daí levanTo e tem um troço que preciso grudar com durex, mas eu não acho a ponta do durex, alguém mais não acha? Tenho a impressão de que as pontas se fundem com o corpo do adesivo e somem debaixo de nossa fuça. E aposto que isso tudo é um complô com aqueles que, como eu, roem as unhas da mão e comem as unhas do pé récem cortadas com tesourinha. Eu quero descanso, não quero descaso. Dia desses tive uma crise dessas, do tipo “o que o mundo pensa que eu sou?”. E daí algo me respondeu “cala a boca e enxerga o que você mostra de si pro mundo” e daí chorei um pouco e deu um desespero danado. E eu tô cansada, sabe? De dizer que tenho as respostas, de dizer que não me importo se alguém é indelicado, das pessoas acharem que eu só falo merda e piadas sacanas e que não importo quando grosserias são feitas/ditas do meu lado. Das pessoas me olharem como uma ogra por dentro e por fora. Cansada de expor a couraça das minhas costas e dos meus pés com um brilho orgulhoso nos olhos. Não é bem assim não. A coisa é diferente, existe mulher dentro de mim e meu telhado é de vidro, portanto manera aí nas pedras.