Arquivo de setembro de 2005

terça-feira, 27 de setembro de 2005

dia de bosta esse dia hoje, viu.

segunda-feira, 26 de setembro de 2005

Escrevi semana passada, quando fazia ainda sentido:

“Eu preciso falar de paz e de matemática. Desde ontem o sol fez as pazes com as terras curitibocas e por isso passaram o dia a trocar beijos e carinhos. Os pedestres agradecem e os guarda-chuvas tiram folgas. Ando por ruas sem ninguém. Casas bonitas, linhas retas sem nenhum passante, exceto eu, a admirar tamanho espaço cheio de quietude. Passo pela casa cheia de pedras pintadas de amarelas e escrito com tintas pretas frases do tipo os ovos são para brincar, não para comer e continuo porque a 8:30 chega o meu limite. Atravesso a avenida movimentada que desconhece as ruas acima citadas. Coitada.”

Não faz mais sentido, mas espero que a partir de hoje volte a fazer para que as roupas da área sequem. E não falei de matemática. Ainda. Fica pra próxima, tudo bem? Já foi a semana passada, já veio essa semana e a melhor coisa que fiz, se não a única boa coisa, foi ver esse filme. E ele é assim, como posso dizer… ele conquistou aquele lugar que apenas a Amelie havia conquistado. Uma espécie de hour concours, só que melhor. Olhei pro Carrey e vi aquele poço infinito de mesmice e vida convencional e disse: olha! um espelho. Não desenho, certo. Mas, ã… já passei por momentos de humilhação quando todos os meus colegas levavam suas bandejas com doces e salgados pra escola nos dias de festa e a grana lá de casa só permitia que comprássemos um pacote de bolachas. Mas eu enfeitava o pratinho, sabem? Mas a professora filhadumaputa nos discriminava. Ou nos dias em que eu, então uma menina de 11 ou 12 anos, ia representando meus pais ausentes na reunião sobre meu irmão menor. E seria pra lá que eu te levaria se um dia alguém quisesse roubar você de minhas lembranças. Como esquecer aquele dia em que subimos (eu, você, a mochila, um guarda-chuva e a chuva) a pé aquele morro em da Ópera de Arame e você cantou 6573945 vezes o início de Cupido? É isso. Depois tem matemática.

Re-postagem. 27 de janeiro de 2003

quinta-feira, 15 de setembro de 2005

Desfibrilador

- Eu odeio molhadinha. Sei lá, parece que quando você fala o céu da boca se solta e enrola na língua.

- Láctea.. parece que a boca se enche de talco.

- Destilado parece que carrega um letreiro escrito geladinho.

- E Perfídia?

- Ah!! Perfídia me lembra uma das cobras da cabeça da Medusa.

- Buscopan me parece calmo, alguém que chega pra resolver.

- Salsichão me lembra cachorro

- É porque cachorro gosta de salsichão…

- Não, se fosse assim osso me lembraria cachorro.

- Disritmia. Lembra uma dança maluca, as pessoas se esfregando…

- Aritmética lembra uma prima do interior dentuça e de óculos.

- Fetiche.

- É.. ah! Fetiche, lembra sem vergonhice mesmo, não tem como.

- Hermética parece ser nome de velhinha gordinha vendedora de doces.

- Sabichão..

- Lembra salsichão, que lembra..

- É, eu sei, eu sei..

- Gozação?

- Não, não, gozação não é bom, não tem como alguém pensar algo certo se você diz liga não, fulano só está gozando.

- Filipinas lembra índia de pescoço grande.

- Qual sua preferida?

- Telefunker, mulher que lava, passa, cozinha e ainda transa.. e a sua?

- Surrealismo, parece que você bateu e apanhou, mas acabou na cama.

- E a pior?

- Desinteria, sabe quando se enche uma bexiga e se estica a ponta dela deixando o ar sair com aquele barulho?

Setembroxove

quarta-feira, 14 de setembro de 2005

Eu escrevo aos pedaços, assim: bloco de notas, alt+tab, trabalho, alt+tab, email, alt+tab, bloco de notas. Por isso meus pensamentos ficam picotados, entrecortados, incompletos, mal descritos e desinteressantes.

Todo mundo é uma farsa, eu sei disso. Não, não é porque chove desde domingo, tenho trabalho para mais duas encarnações, minha canela tá molhada e meu tênis mais ainda, meu nariz funga, minha cabeça não pára de doer que penso isso, todo mundo é uma farsa. Todo mundo pensa ser, em maior ou menor proporção, o que não é. Eu mesma. Larguei a escola para cuidar de outras coisas e então? Até agora nada, até agora nada e isso me deixa chateada, sabe? Porque eu fixo meus olhos (essa noite sonhei que comprava um novo par de óculos) nessa tela dura e o tempo passou e fui lá bater o cartão e o dia fez puf, cabou. Eu estava falando da minha chatice e que todo mundo é uma farsa. Pois bem, eu queria me enrolar naquele cobertor listrado e nem lembrar das pessoas com problemas que conheço (e amo, oh!) e que eu queria ser um polvo para abraçá-las e protegê-las com meus fortes tentáculos e levá-los para morar na lua junto à minha rosa. E enterrar meu corpo na areia úmida e quente de uma praia e sentir tudo amolecendo e quando eu pensasse que estaria atingindo um estado espiritual de paz plena, foi-se. Todo mundo é uma farsa, todo mundo fecha os olhos e imagina sua vida diferente com todos os detalhes que não se alcançou e imagina que isso é para amanhã e lá, daí abre os olhos e continua lavando a louça. E eu estou chateada. Não, chateada não, é deixada mesmo, largada pelos cantos dos dias com essa blusa soltando fiapos e a única coisa nova que descobri ultimamente é que água quente é bom para tirar certas manchas.

segunda-feira, 5 de setembro de 2005

Deixa eu contar uma coisa: no último fim de semana vivi experiências interessantes. A primeira delas é que contratei uma diarista. É estranho ver uma estranha mexendo nas suas coisas e arrumando conforme o seu modo de organização. Nessas horas a gente espera, sei lá, que a pessoa fotografe o ambiente e depois de limpar arrume tudo da mesma forma que estava antes. Impossível. Mas fiquei feliz porque ela tirou as manchas do blindex do banheiro e lavou a cozinha. Também percebi que as pessoas olham meio torto para quem toma café da manhã as 13:00 horas de um sábado. Um brunch servido mais pela conveniência de quem não cozinha aos sábados do que por outro motivo.

Outro lance legal foi ir ao observatório junto com uma galera ligada em estrelas e cosmos do Colégio Estadual do Paraná (muito me admira um órgão público incentivando e mantendo esse tipo de coisa). Lá do alto do morro deu pra experimentar a observação da civilização laaaaaaá longe, silêncio. Mas estrela, estrela não deu pra ver porque São Pedro tava dando início ao seu processo de faxina que se estendeu por todo o domingo.

Não que eu esteja entusiamadíssima com o dia de amanhã. Ou talvez não esteja entusiasmada pelo motivo certo e sim, pelo mais óbvio. É dia seis, certo. Mas, melhor ainda: é véspera de feriadão nas terras curitibocas. Realizem: mamãe foi sábia em ter me posto no mundo nesse dia, não? Pensava ela que um dia eu moraria num local em que, não apenas o dia sete, mas também o dia oito fosse feriado?

No mais, dois ponto oito nas costas, coisas, coisas, coisas para fazer e contar e nenhuma promessa para os dias seguintes. Ou melhor, apenas uma: terminar minha coleção de Fofoletes.

sexta-feira, 2 de setembro de 2005

Protejam-se.

Meu botão de foda-se está ligado.

quinta-feira, 1 de setembro de 2005

Ela: Amorzinho?

Ele: hum

Ela: eu te amo

Ele: eu também. (*)

Ela: mais que as gotas do oceano

(…)

Ele: eu nem sabia que elas me amavam…

(*) Apesar do eu também parecer ter sido dito de forma fria e automática, não foi. A melosidade demonstrada no eu também só diz respeito aos participantes deste diálogo.