Archive for July, 2005

Thursday, July 28th, 2005

Sabe aqueles dias em que a mente entorpecida se distorce até diante do raciocínio pra saber em que dia cai o próximo dia 3? Tá assim. Vários dias de maratona, várias coisas da escolinha sem fazer, mas não é todo dia que a gente muda para uma lata de goiabada, certo?

Bate até medo, uma vontade escandalosa de fechar-se em copas. Por que mudança é assim, natural e anti natural. Você quer ir e levar todos os outros. Manada. Você não quer subir sozinho, não quer que os outros fiquem embaixo porque você tem a ilusão de que o teu em cima é melhor. E lembro que minha vovó tem um armário cheio de louças que talvez nunca usará porque as louças são para enfeite e para satisfazer aquela vontade de se ter algo que uma visita que nunca apareceu pudesse usar. E eu não tenho louças mas já vi o Jardim Botânico que ela nunca verá porque o máximo que seu horizonte é até o rio que corta sua minúscula cidade. Ninguém deveria morrer antes de receber visitas e sentir-se em cima. E nem o Santana do radio traz minha disposição de volta.

Monday, July 25th, 2005

Mesmo que um dia nada me reste, eu posso sair e ver as coisas

Wednesday, July 13th, 2005

Depois de saber que a Carla Perez é citada no imdb e que ela nem deve saber disso. E mesmo se soubesse acredito que, como de praxe, não entenderia nada mas declararia que isso é a realização de um sonho, resolvi contar algo a vocês.

No meu negro passado está registrado um momento que, a despeito da própria hora em que o vivia, sinto uma vergonha desgramada. Explico: morando no interior baiano, tendo uma rotina insípida, onde até avião que passava era motivo de festa, ter o nome mencionado na rádio local era sim motivo para uma euforia que poderia durar vários meses. O lance foi que ganhei num concurso de redação sobre as drogas (as consumidas pelos canais olfativo e venoso e não pelos de audição e visão) cujo prêmio foi ter minhas idéias lidas pelo locutor no horário nobre das 18:00 horas antes do top 12 de sucessos. Mas não é isso que me causa vergonha e sim o fato de que o ápice da minha dissertação foi a frase: As drogas não levam a nada e sim ao nada. Acho que devo ter até usado crase.

CONCEITOS QUE MUDARÃO O MUNDO

Wednesday, July 6th, 2005

O que acho sobre:

Sexo: bom, até quando é ruim

Amor: bom, menos quando é ruim

Dinheiro: bom, até que se acabe

Céu: bom, contanto que exista

Borracha: bom, mas prefiro ctrl z

Viagens: bom, até quando a gente volta

Diabo: bom, até que cutuque minha bunda

Deus: bom, até dentro das igrejas

Escrever: bom, contanto que se tenha assunto

Vaidade: bom, contanto que as luzes não se apaguem

Pensamento: bom, contanto que não atrapalhe meu raciocínio

Exercícios de matemática envolvendo paredes e lesmas: bom, exceto para a lesma que em todos os momentos levanta seus olhos para o céu e pergunta ao criador porque ele não dotou-a de livre arbítrio.