Sunday, May 29th, 2005
Repita, sem travar a língua, em menos de 3 segundos e ganhe uma coca-cola:
Eu tenho uma paçoca pra coçar e pra paçocar e não pra socar.
Repita, sem travar a língua, em menos de 3 segundos e ganhe uma coca-cola:
Eu tenho uma paçoca pra coçar e pra paçocar e não pra socar.
Com o intuito de fazer um upgrade na vida sexual entramos numa sex shop com o sugestivo nome de muito prazer e, tirando as pelúcias em forma de pintos, o resto parecia uma boutique como outra qualquer, com direito a vendedora com cara de quem vivia de comissão e tudo. Mas até que foi tranquilo. O primeiro espaço a ser explorado foi uma parede cheia de borboletas criadas especialmente para serem colocadas na cavidade pererecal. Batons, esmaltes, canetas, cenouras. Todos os gostos eram saciados. Um aparelhinho chamou minha atenção: um estimulador clitoriano com mais dois sugadores para serem colocados nos seios. Só faltava pôr o lixo pra fora e secar a louça. Mas um alerta deveria ser colocado na embalagem, vai que alguém resolve usar na banheita, hum hum hum? Logo à seguir estavam eles: Pintos. Todos. Minúsculos, pequenos, médios, grandes e extintores de incêndio, incluindo um denominado “negro, tamanho e texturas semelhantes ao natural, com cabeça rosada e veias salientes”. Um que ejaculava. Um Neon. Saindo de lá suspirei aliviada por ter dado tudo certo, ou seja, não tinha nenhuma câmera por perto fazendo uma reportagem para passar em cadeia nacional e não caiu nenhum avião no prédio para que meu corpo fosse achado segurando um consolo com duas cabeças com direito a saquinho no meio e tudo.
Vocês ririam se eu dissesse que não trabalho aos sábados por puro trauma? Explico: Houve um período dessa minha vida em que a labuta começava as 8 da manhã e se encerrava as 21. Aos sábados eu tinha uma folguinha: trabalhava até as 19. E como toda mulher penso que os sábados foram feitos para dedicar exclusivamente à atividades’ relaxantes como: lavar banheiro, área, roupa, louça, limpar fogão, trocar roupa de cama, descongelar geladeira, passar aspirador, organizar armário, cozinhar feijão, fazer as contas e, se sobrar tempo, passar um troço no cabelo, fazer as unhas e usar máscara facial.
Nosso primeiro projeto de tapioca deu errado. Isso não quer dizer que tentativas futuras serão descartadas mas de certa forma isso foi frustrante, já que almejávamos deixar nossas vidas sofridas de digitadora e programador, respectivamente, e abrir uma barraquinha de tapiocas recheadas e provar para as pseudo-baianas do largo da ordem que por R$ 3,50 nós proporcionariamos uma iguaria melhor.
Mas vamos aos fatos relevantes dos últimos tempos: um verdadeiro revival adolescente dá seu ar da graça em mim. Mais precisamente nas minhas bochechas. Espinhas concentradas nas maçãs do meu rosto retratam - já que aos 27 anos não se é mais fisicamente adolescente - que provavelmente meu intestino anda meio preguiçoso e como o metamulsil, além de ruim é caro, vamos ver o que o farelo de trigo é capaz de fazer. Fora isso, cursinho começa dia 23 e frustrando todas as esperanças de vocês, continuo escrevendo pouco e mal.
Vocês notaram alguma diferença?