Sempre foram dois caminhos, o aceitar ou não, o dormir ou penar noite a fora, o decidir encarar ou o fingir que ali no canto a oportunidade não te acena com seu par de olhos azuis. Não adianta mudar o caminho, na esquina ele te agarra e tira as suas mãos dos olhos e abre suas pálpebras e te exige atenção. Você finge ir pra casa sozinha, você finge que os lençois azuis te deixam feliz, você finge que a sua janela é aberta apenas para os seus olhos, você finge que os livros do lado da cama te preenchem a noite, você finge que fantasias satisfazem o (a) sua (eu) libido. Você escolhe se se atrasa porque o cachorro fez cocô no chão que você pisou ou que o despertador não avisou sobre as pilhas fracas. Ou você vai na hora certa e ao subir as escadas seu salto quebra. Você escolhe enrolar uma conversa qualquer, beijar uma boca qualquer, falar uma merda qualquer, assistir uma coisa qualquer, dormir num tempo qualquer. Você deseja não ter vínculos com passado ou futuro, muito menos com o presente. Seu presente é a passagem cronológica de vida de sua vida e você ali parada assistindo à tudo sem mover uma palha. Ou você veste uma roupa de cor berrante e muda de atitude e vai pela rua de cima achando que ele não tá lá, que ele não faz falta, que ele não vale à pena, que o telefone que não toca é ansiedade em estado bruto. Você chora até que teus olhos cuspam poeira, você dói até que teu coração pare por uma hora, você se contorce tanto que teus braços façam 3 voltas no seu corpo e quando você não aguenta mais faz as malas e muda de estado.

Leave a Reply