Vai abaixo uma lista singela, mais por exercício de lembrar do motivo que me faz fascinada por eles do que para mostrar meu parco conhecimento cinematográfico:
Requiem para um sonho. Dos três, a mãe é que mais me deixa deprimida. Aquele solidão, misturado com todos os sonhos é um prato cheio para um mundo ilusório. Claro, os comprimidos ajudaram muito.
As bicicletas de Belleville. Desse nem preciso falar muito. Simplesmente delicioso.
Minha vida sem mim. Olha como a vida é engraçada: entro no cinema esperando derramar cântaros e saio sorrindo. O drama mais gostoso que já tive oportunidade de ver.
O iluminado (ambas as versões). A primeira, pela perturbação Kubrickiana, a segunda pela fidelidade com o livro que tanto gostei.
Indiana Jones e a última cruzada. Tem o Sean Connery que por si já basta. Mas para melhorar tinha ele no pé do Ford, chamando-o de Júnior.
O casamento de Muriel. Esse se enquadra naquela categoria de filmes com personagens fortes, porém comuns. O retorno dela até sua casa e a constatação de que nada mudou é uma das partes mais lindas.
Gilbert Grape. Tem o que? Uns 6, 8 anos que vi? Olha, não posso falar mal do Di Caprio nesse filme não.
Show de Truman. Será que foi a partir dele que comecei a evitar televisão?
O silêncio dos inocentes, Hannibal e Dragão vermelho. Pela sua intersecção: o Hannibal, óbvio. Dele assisto até se resolverem fazer um Jason X Lecter.
Allien e toda sua sequência. A grandalhona Sigourney conseguia ser heroína sem precisar de silicone.
Fale com ela. Benigno é um personagem que por muito tempo merecerá minha atenção.
Carne trêmula e O piano. Ambos pelo mesmo motivo: possuem as cenas eróticas mais belas.
Dogville. Porque fazer o que se pode nem sempre é o suficiente.
Pulp Fiction. Ver o Tarantino brincando com fogo sem se queimar é divertido.
Mente brilhante. Brilhante também é o Crowe. Coitado. Ele deve ter tido muitas dores nas costas por andar daquele jeito.
Amelie Poulain. Sempre quando lembro desse filme brinco de enumerar as cenas que mais gosto e páro quando vejo que já enumerei umas 20. Eu sei que para provar isso teria de enumerar várias aqui, mas não me importo. Duas delas me fazem um nó na garganta: A Amelie se transformando por um curto momento nos olhos do cego durante a travessia da rua e a cena final do passeio de moto. Tem um momento nessa cena que ela abraça o Nino e fecha os olhos de um jeito que é impossível não se deixar inflar.
Ficaram muitos de fora, eu sei. Nunca parei para fazer um top sobre filmes. Primeiro porque top me faria ter o trabalho de conferir uma ordem de importância, segundo porque os filmes que me marcaram foram muito mais que 5 como viram.
Alguns filmes gosto pela sutileza e simplicidade do cenário combinados com personagens marcantes. Também gosto de características psicológicas fortes, porém comuns entre todos nós. Me martirizo por ainda não ter visto muitos filmes que já sou apaixonada mesmo antes de assistir. Coloquei nessa lista, dentre outros: A professora de piano, Meninos não choram, Denise está chamando, Corra Lola Corra, Laranja Mecânica e Bagdá Café. Esse último o aparelho de dvd fez questão de me deixar assistir até quase a metade, só para aumentar mais ainda a vontade.
Existem filmes que assisto por causa de uma cena, ou pela forma avassaladora em que identifica uma característica minha. É como se de repente você estivesse lá, a expressão facial é sua, as frases são as que você diria. Alguns filmes fazem com que eu me sinta assim, invadida, descoberta, perturbada, pensativa. Não por representar a realidade que eu talvez deseje que aconteça, mas por mostrar as dificuldades que eu mesma encontro ao procurar meu final, feliz ou não.