Drops noturnos

4 de junho de 2009

Primeiramente devo dizer que prefiro ter um filho viado que um filho membro de torcida organizada. E fico deveras frustrada quando vejo meu imposto pagando pra PM escoltar ônibus com um bando de amebas para que eles não briguem. Vai tomar no meio, querido. Por mim seria assim: polícia escolta, cerca por um muro inviolável e avisa: lutem até que só sobre um.

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Eu no tubo do inter 2 a caminho do trabalho esperando, porque assim manda a física e a boa educação, que os passageiros desçam para que eu suba. Uma mocinha me cutuca perguntando se entrarei. Respondo que sim mas que estou aguardando a descida. Ela, educada que só, pede licença para ir contra a maré dos que descem. Eu, com meu fone de ouvido e sarcasmo de nascença respondo “opa, pode ir, amiga”.

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Eu e mais as compras entrando no interbairros II indo pro capão da imbuia. Distraída quase que cometo uma injustiça: não perceber o “bom dia, tudo bem?” de uma cobradora com aparelho nos dentes e sorriso ensolarado. Tento responder à altura de tamanha gentileza e volto para casa feliz porque nem tudo tá perdido, né?

Café Mafalda - Curitiba

17 de maio de 2009

Fazendo uso do meu vasto poder de formadora de opinião, vamos lá:

A gente queria um lugar fofinho para tomar um café e comer umas coisinhas. Imaginei que um lugar com o nome da minha ídola seria uma boa idéia e lá fomos. Não sei se eles nos acharam feios ou se era a noite em que os garçons disputam para ver quem consegue tratar o cliente com maior indiferença, enfim.

Chegamos e fomos para o piso superior para ficar longe da fumaça de cigarro. Já havia um casal com cardápio na mão na mesa ao lado. Sentamos e ficamos assim por um tempinho. Nem sinal de garçom. Deveria ter achado estranho quando a moça do casal ao lado comentou “será que vai vir alguém?“. O Paçoco foi até o piso inferior para conseguir, ao menos, o cardápio.

Nisso chegou mais uma dupla que se acomodou numa terceira mesa. Finalmente subiu uma atendente que abriu uma janela perto da gente e fingiu que erámos um abajur. O casal que já estava lá quando chegamos disse “moça, pode vir aqui?” ao que ela respondeu quase sem olhar na cara deles “só um momento” e foi tirar o pedido do casal que chegou por último. Depois disso voltou e tirou o pedido do primeiro casal e por último veio à nossa mesa pegar os nossos. Pedimos dois petiscos, dois pratos e duas bebidas e pedimos que os petiscos e as bebidas viessem antes. Depois de um tempinho veio o primeiro petisco. Passados uns minutos veio o segundo e nada das bebidas.

Já mortos de sede, cadê que alguém aparecia para gente perguntar das bebidas? E quando aparecia era correndo e nem perguntava se precisávamos de algo. Depois de comer todos os petiscos, lembrando que as bebidas eram para acompanhá-las, finalmente vieram as bebidas. O rapaz, esse até simpático, perguntou se eu queria açúcar ou adoçante no meu suco. Respondi que queria açúcar. Uns 5 minutos depois e nada. O mesmo garçom virou para gente e perguntou se queríamos algo. Registremos aqui que durante todo o tempo essa foi a única vez que alguém perguntou se precisávamos de algo. Respondi que estava AINDA aguardando o açúcar. Nisso, o Paçoco já havia bebido o café porque senão iria gelar. Parênteses: percebem a sincronia dos acontecimentos, certo?

Veio o açúcar. Correção: veio um açucareiro VAZIO. Dá-lhe chamar outro garçom para pedir o açúcar. Finalmente adoçei meu suco e bebi. Vieram as comidas. Sejamos justos: as comidinhas eram deliciosas. Até cogitamos pedir sobremesa mas, além de estarmos cheios de comida, estávamos cheios da falta de cuidado com o atendimento. Pedimos a conta. E quando vi que a garçonete voltou sem nada resolvi que o melhor era nós mesmos irmos ao caixa ver quanto deu e fugir do lugar o mais rápido possível. Claro que não pagamos os 10%.

Não sou tão chata a ponto de não querer que num lugar cheio (e não estava cheio quando chegamos) demore um pouco para a comida vir à mesa, etc. Mas, pô: o lugar estava vazio quando chegamos, nem pra trazer o cardápio e tirar o pedido,cara? A comida é boa mas pra mim não compensou o stress de ficar torcendo para que o garçom olhe para você e cogite a possibilidade de que, talvez, você precise ser atendido.

O serumano

12 de maio de 2009

Eu não entendo gente permanentemente insatisfeita. Fui questionada sobre o fato de até gostar de estar no meu trabalho e a pessoa disse que ninguém que quer o bom da vida pode desejar fazer o que eu (e ele faz) por mais de três meses. Amigo: já estou quase a 6 e você já está a anos. Não, não me imagino morrendo fazendo aquilo mas porque não posso gostar um pouco enquanto faço? Eu sei que a empresa distribui mal certas coisas mas eu venho de outra que era pior, por que não comemorar isso?

Não faço hip hip ura para o comodismo, mas apenas me conforta saber que já passei por pior e que se estou viva também posso passar por isso. Eu não vou para o trabalho só pela empresa, odeio ter de encarar cliente que não quer sofrer as consequências do que deixou de pagar, mas vale à pena ir pelos civilizados, pela tia da cantina, pelo café, pelo colega engraçado, pela colega grávida, pela outra colega querida que está me ensinando a fazer crochê, pela negona que vende natura por um preço maravilhoso, pelos benefícios e salários que me permitem fazer outras coisas boas fora dali e principalmente, vale à pena ir pela minha consciência.

Posso não estar onde definitivamente quero - até porque o que quero muda mas não de forma tão rápida e ranzinza quanto para você - mas estou onde posso e onde mereço. E cá entre nós, pelo que tenho ganhado, eu devo estar merecendo muito.

Hora do planeta

28 de março de 2009

É ruim? Acho que não. O que abunda não prejudica.

É eficaz? Infelizmente acho que não.

Por que? Nada funcionaria melhor do que uma reeducação em massa antes que as consequências ambientais, físicas e psicológicas fiquem mais intensas.

O que funcionaria? Sensatez, amigo:

É o lixo reduzido e alojado de forma correta

é o consumo inteligente onde até tem espaço para extravagâncias, mas desde que elas sejam exceções não as regras

é o carro dando mais lugar à bicicletas, ônibus e pés

é o aumento de espaço para uma horta ou uma árvore

é uma diminuição na carga pesada de trabalho seja porque você não precisa ter mais grana ou simplesmente pra ter tempo de jantar algo decente

é você ensinar seu filho, seu irmão, sua mãe e principalmente a si mesmo coisas básicas como gentileza e gratidão

é ter a decência de saber que preto, branco, olhos azuis, gay, bi e analfabeto é gente como a gente

é exercitar seu poder de resignação ao mesmo tempo em que torna seu discurso mais firme, justo e flexível

é não ter medo de dedicar o tempo livre ao silêncio sozinho ou acompanhado

é fazer o óbvio e inteligente: apagar a luz e fechar a torneira quando não usados

é saber que tudo é finito, mas preservável. E se você não quer cuidar do planeta pelo seu filho, faça pelo filho de alguém que você ama. Por pior que você seja você deve amar alguém.

É só uma questão de começar. Se é possível em alguns lugares é possível em um monte de lugar ao mesmo tempo.

Não espere o dia em que comodismo seja ter água potável e um pouco de ar puro

Dizer que essa é utopia é permanecer mais tempo ainda sem enfrentar nossa maior barreira: a preguiça.

Saúde é o que interessa!

26 de março de 2009

Como vergonha é você morar em frente ao Jardim Botânico e não se exercitar, resolvi recomeçar. Mesmo  com o emagrecimento é necessário melhorar o fôlego até porque, reza a lenda, vamo engravidá!

Só que minha bunda, ou o espaço onde antes existia uma, dói muito hoje.

Mas amanhã, 9 da matina, tamo firme de novo, hein!

Anota aí:

22 de março de 2009

Eu adoro cozinhar, até a sua avó já deve saber disso. Mas o que você não sabe, e não terá sua vida drasticamente modificada ao saber, é que sou preguiçosa para cozinhar também. Não tenho muita paciência para sovar, crescer, aquecer a 78 graus, etc.

Exemplo: Tô ensaiando desde que o mundo é mundo a famosa receita do pão delícia. Já até escolhi a receita testada e as cobaias e se tudo der certo em breve a coisa nasce.  Conhece o pão delícia? Ele é uma divindade. Se encontrar um verdadeiro pão delícia (provavelmente só no nordeste, mais precisamente: na Bahia) não deixe ele passar incólume. Não confunda com esses que já vi por aqui em Curitiba que nada mais é que massa de pão normal com parmesão em cima. Se eu conseguir ao menos 70% do sabor e textura que minha memória guarda não precisarei mais fazer nada no mundo porque já terei motivo suficiente para me gabar por 3 encarnações. E eu tenho uma utopia: conseguirei fazer a receita de pão delícia perfeito e comercializarei aqui pelas bandas do sul e minha empresa será tão bem sucedida que para ter meus pães você precisará encomendar com 15 meses de antecedência. E, assim como a Alex Atala, terei rios de estagiários pagando para lavar minhas assadeiras. E serei rica e algum acessório meu será vendido junto com Caras e quando o príncipe de sódeussabeonde vir ao Brasil você lerá na coluna da Joyce que o fulano de deliciou com os pães da renomada quituteira Kátia Mara.

Mas vamos aos fatos: quando gostosura = pouco esforço + ingrediente besta eu anoto logo no meu caderninho de resoluções lá na página de “comidas”. Foi o que fiz com o Rocambole de Massa de Pastel.

Passa o zóio:

Gostosura

nhonhonhonhon

E foi assim: abri a massa, passei uma pasta qualquer (cream cheese? requeijão cremoso? maionese?) eu fui de philadelphia mesmo. Moí peito de peru com queijo prato, juntei milho e cenoura ralada, um oréganozinho pra dar um cheiro. Daí tu joga e enrola, tá? Mas não faz rolão grosso senão embatuma. Também não usa recheio molhadão não (tipos frango com molho de tomate) que também embatuma. O lance é usar recheio sequinho. Enrola, põe na assadeira untada com óleo, cobre com alumínio e deixa no forno baixo por 15 minutões. Tira o papel, pincela ovo batido e deixa dourar por uns 15-20 minutões até ficar bronzeado. Não demora muito para comer não, hein (como se precisasse pedir, né?) porque senão perde a crocância. Lembra massa folhada? É, lembra de muito longe mas nem tinha necessidade. Pode usar recheios outros? Óbvio. E doce, dá para fazer? Faz sem precisar dar, meu filho. Deve ficar uma beleza com goiabada cremosa e queijo esfareladinho. Polvilha canela e deixa a vizinhança sofrer.

Ai, ai.

Bom dia, Americanas.com

21 de março de 2009

Só queria agradecer por ter adiado a entrega do meu produto e não ter me avisado.

Com amor,

Kátia

Coisas que aprendi sobre atendimento:

27 de fevereiro de 2009
  • Atendente competente + cliente competente: o atendente vai fazer não só aquilo que ele deve e pode para ajudar como também corre o risco de fazer o que não pode ou deve
  • Atendente competente + cliente incompetente: atendente fará aquilo que deve e pode
  • Atendente incompetente + cliente competente: atendente, com sorte, fará o que deve e pode e nenhum esforço a mais
  • Atendente incompetente + cliente incompetente: atendente fará, NEM MAIS UMA VÍRGULA, o que deve e pode
  • Atendente competente + cliente que se irrita ao dar informações que agilizam o atendimento: atendente usará muitas vezes de poderes sobrenaturais para colher, em meio à muitos xingamentos, as informações importantes para atender o próprio cliente que não quer ajudar
  • Atendente incompetente + cliente que se irrita ao dar informações que agilizam o atendimento: tudo será feito nas coxas
  • Atendente competente + cliente que faz uma reclamação válida: acredite: o atendente torce para que o cliente leve em frente sua reclamação porque só assim a empresa pode modificar aquele procedimento que ele, atendente competente, já sinalizou para o chefe mas não foi levado à sério. Mas ele não falará isso para você, cliente, pois lembre-se: a ligação está sendo gravada
  • Atendente incompetente + cliente que faz uma reclamação válida: o atendente tá cagando e andando para você, ele só quer o salário dele mesmo no fim do mês e não move uma palha para melhorar o processo
  • Atendente competente + cliente competente que faz uma reclamação inválida: ele vai orientá-lo sobre o problema real e explicar porque sua reclamação não procede
  • Atendente competente + cliente incompetente que faz uma reclamação inválida: ele vai orientá-lo, 3 vezes se for necessário, sobre o problema real que nesse momento tem como principal vilão a incapacidade que o cliente tem de pôr o orgulho de lado e fazer uma análise justa dos fatos e constatar que está errado
  • Atendente incompetente + cliente incompetente que faz uma reclamação inválida: não vai sair do 0×0
  • Atendente competente ou incompetente + cliente que acha que toda empresa é ladra: não foi registrado ainda nenhum diálogo possível e decente entre as partes
  • Atendente competente + atendente incompetente: o atendente competente sempre vai ser tachado de puxa saco e o incompetente sempre vai se fazer de vítima na empresa
  • Atendente competente + empresa incompetente: ele vai tentar por um tempo melhorar os processos, mas se o esforço for realmente inútil ele vai mudar de empresa
  • Atendente incompetente + empresa incompetente: casamento perfeito! tipo mulher que gosta de apanhar + malandro.

Gentileza

11 de fevereiro de 2009

Eu: xxx, Kátia, boa tarde

Do outro lado da linha: Eu sou o Bumblebee

Eu: o celular xxxx-xxxx é seu?

Do outro lado da linha: er, er….

Eu: esta ligação está sendo gravada, o celular xxxx-xxxx é seu?

Do outro lado da linha: não, mas moça: eu só liguei para dar boa tarde, tá?

Beleza

7 de fevereiro de 2009

Para facilitar a organização sobre este assunto na minha cabeça não basta classificar a beleza apenas como “bonito, feio, horrível, lindo”, etc. Para melhor visualização, criei uma nova classificação para que as categorias ficassem mais fiéis ao que penso sobre.

Segue descrição ilustrada:

Bonito-feio: aquele que nasceu para o primeiro mas o resultado final caiu no segundo.

Bem que tentei

Bem que tentei

Feio-bonito: Aquele que nasceu com os pés no primeiro mas, sabe-se lá como, cravou as quatro patas no segundo.

Eu pegava, viu

Eu pegava, viu

Bonito-bonito: apenas bonito, por incrível que pareça tem menos graça que o feio-bonito.

Até que pegava, mas sem beijinho

Até que pegava, mas sem beijinho

Feio-feio: dá dó, né? sem salvação.

Um porco com um terno ainda é um porco

Um porco com um terno ainda é um porco

Maravilhoso-jesusmeabane: empate técnico. Deve ser benção do nome.

Só a pose é gay, viu

Só a pose é gay, viu

Como se não bastasse, ainda sou sádico

Como se não bastasse, ainda sou sádico

Hour concours-hour concours: prestigiando a prata da casa.

Fazendo a média com o patrão

Fazendo a média com o patrão