Em 2010 só quero menos:
menos jantar
menos café
menos comprar bobagens
Em 2010 só quero menos:
menos jantar
menos café
menos comprar bobagens
Meus pais se separaram em meados de 1986.
Minha mãe, depois de 13 anos de casamento, resolveu viver o que achava que merecia. E pelo que sei merecia sim porque meu amado pai, por mais amado que seja, não era um cara que sabia cuidar e regar um relacionamento (por motivos talvez válidos, mas que é assunto para outra hora).
Pois bem: eles moravam ao lado da casa da minha avó materna e, mesmo quando casados, eu sempre convivi bastante com minha avó e talvez por isso não vivi aquela familia convencional mamãe-papai-irmãos.
Minha mãe se separou e eu e meu irmão mais novo ficamos com minha avó enquanto meu irmão mais velho mudou-se para a casa nova do nosso pai.
Não lembro onde morou minha mãe nessa época. Os poucos fragmentos de lembrança são de ver as coisas dela em casa, mas não a sua presença.
Minha mãe queria viver o que não tinha vivido: noitadas, namoros, etc. E ganhamos o posto de prioridade número dois em sua vida, depois de todas as necessidades dela, claro.
Minha mãe é uma pessoa simpática e comunicativa e ninguém, olhando de fora e superficialmente, diz que ela colocou os filhos de lado para viver a própria vida. Detalhe: tinhamos, eu e meus irmãos, 15, 09 (eu) e 3 anos.
Eu não quero agora dizer que ela tinha de cuidar da gente por obrigação, o meu objetivo é justificar meu sentimento em relação à ela que citarei mais embaixo. E também dizer que, por mais justificáveis que sejam as escolhas dela, o sentimento de abandono no coração de três crianças existiu e as consequências disso em mim e meus irmãos existem.
Minha mãe sempre usou como desculpa para se desresponsabilizar de nós o fato de que minha avó nos protegia demais e que ela, minha mãe, gostava de fazer a linha “meus filhos têm liberdade”. Eu lembro muito do fato de que minha avó questionava muito minha mãe sobre responsabilidade materna. Minha avó achava muito ruim o fato de minha mãe preferir sair à fazer algo com os filhos. E eu lembro sim da minha mãe dizer que deixava a gente em casa porque minha avó não queria que ela nos levasse em suas noitadas. Eu morava numa cidade pequena e os poucos bares que tinham não eram, digamos, local e divertimento perfeito para uma criança, certo? Ok, não fiquem chocados, mas eu já fui algumas vezes apalpada por vários dos amigos queridos bêbados ou sóbrios da minha mãe nesse tipo de programa. Minha vó cobrava muito a presença de uma mãe à nossa mãe na nossa vida. Nada mais natural, já que vovozita criou sozinha cerca de 7 filhos.
Eu (ainda) não sou mãe. Mas penso que instinto materno quando existe vence qualquer coisa. Nada separa uma mãe que quer realmente cuidar de seus filhos, NADA. Criança não precisa de “liberdade” nos moldes em que minha mãe pregava. Para mim essa liberdade ela interpretada como “não me importo com o que se passa com vocë“.
Prosseguindo: um dia mentiram para mim e meu irmão mais novo nos dizendo que iríamos passar um dia na casa do meu pai. Mentiram para duas crianças e se há uma coisa que não se deve fazer para uma criança é mentir numa situação delicada assim. Na realidade nós íamos morar com nosso pai. Chorei muito, juntamente com meu irmão, porque até então eu sentia falta era da minha mãe e na minha cabeça o meu pai virou o carrasco pois era o responsável por uma separação que eu não queria viver.
Eu queria minha mãe como um cachorro que cai da mudança e pouco me importava se ela quase não ficava em casa, ou se ela passava o sábado à noite no bar com amigos/namorados ou se ela dava Sonin para o meu irmão dormir mais cedo para poder sair logo.
Muita coisa aconteceu depois disso, muito coisa que daria um livro: Meu pai morreu, voltamos para casa da minha avó, minha mãe foi sonhar em São Paulo com o então namorado, vivemos um inferno com minha avó, eu, então como meus 11- 12 anos, me virava sozinha na escola (porque nessa época fui sim uma aluna fodona) ao mesmo tempo que ia para a reunião de pais e mestres da escola do meu irmão mais novo. Põe aí: eu devia ter uns 12 anos.
Algumas das coisas relacionadas à minha mãe que me incomodam ou incomodavam:
Juntando esses e tantos outros motivos é que definitivamente preciso assumir uma coisa que há muito tempo sinto: eu não a vejo como mãe. Ela é alguém que amo, mas apenas alguém. Minhas referências maternas são formadas por fragmentos de algumas pessoas importantes na minha vida porque viveram e vivem comigo a penúria do dia a dia, como minha tia, minha avó e alguns amigos.
Estou tocando nesta parte podre de mim porque parece que a vida tem cobrado dela esse afastamento do passado. Ela tem dado sinais de solidão e tem dito coisas do tipo “você é minha filha e eu te amo” como se quisesse convencer a si mesma de que isso faz dela uma mãe.
Isso não me comove, me afasta. Amor não se cobra. Não me sinto obrigada a amá-la como mãe e não me sinto culpada em meu sentimento como filha ter morrido depois de muito minguar. Dizer eu te amo é fácil e bonito, difícil é o resto.
Mãe é quem cria, e na falta da minha mãe biológica, a vida e as pessoas com quem convivo fizeram um bom trabalho comigo. Não porque resultei em alguém espetacular, mas porque elas estavam e estão lá, por livre e espontânea vontade, quando preciso ser só uma filha.
P.S.: Perdoem, por favor, os erros de ortografia, pontuação, etc, etc
No estilo bate bola:
A batata com queijo e bacon é celestial? Sim. vem com uma maionese temperadinha deliciosa e alimenta dois famintos
A carne é respeitável? JESUS. Aquilo não é um filé, é um tijolo
E a sobremesa, hein? Porções agradáveis e o cheesecake com textura divina
O tempo de espera compensa? Tenho dúvidas. Esperar mais de uma hora por uma mesa não é agradável mesmo quando ao entrar o serviço compense. Vá quando tiver com paciência e sem que a fome já esteja batendo na porta
A ideia dos pagers de senha é boa? Criativa, mas eu faria ele vibrar e pular para ficar mais engraçado
O pão é tudo que falam? Sim, meus amigos, é
E o preço? 100 pilas em duas pessoas se esvaem como areia fina entre os dedos. O custo benefício para mim é o suficiente para você ir, sei lá, uma vez a cada ano. Tem coisas tão boas em outros estilos com uma acessibilidade financeira melhor
E os talheres, hã? Um único garfo deles deve ter mais aço inox do que tudo o que tenho aqui em casa.
Imagine que vocês estão fazendo aniversário de casamento, beleza?
Daí vocês combinam de ir num lugar novo se acabar de comer porque adoram fazer isso, certo?
Você sempre sugeriu, sem sucesso, para seu marido que trocassem as alianças de prata escurecidas por ouro porque você tá numas de pensamentos envelhecidos, etc, ok?
O que seu marido faz?
a) Compra um par de alianças, coloca num buquê de flores e te entrega na chegada ao restaurante
b) Ele te serve champagne e dentro do copo tem um par de alianças
c) Ele te compra um Bumblebee cabeça de batatas, porque sabe que você venderia um rim pra ter um, e coloca o par de aliança pendurado no braço do boneco e fica rindo de sua cara por você demorar para ver o par de alianças, já que você está encantada com o boneco em si.
Feliz 6 anos, amoreco. :**
Para: nova ortografia brasileira
Ainda não me acostumo com essa ideia de idéia sem acento, meu bem
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Para: Nilzinha, minha manicure
Você é a melhor coisa por 8 pilas que meu pé já conheceu na vida. E olha que ele já experimentou salão de shopping
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Para: meu primeiro emprego
Morra, sua chefa desgraçada, velha e encalhada!
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Para: hot dog do Adão
Saudades eternas. Você é uma das coisas insubstituíveis no mundo
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Para: Labrador preto solitário da casa próxima ao meu prédio
Eu te roubaria se tivesse espaço. E pare de olhar pra gente com essa cara de bestalhão! Mostre os dentes! Seu dever é cuidar da casa! Eu posso ser uma intrusa e você não deve ficar abanando o rabo para quem chega perto da grade, seu besta
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Para: Batman
Sonhei ontem que estava com você na praia
A gente sai pra comprar assadeira e volta com mais.

Pros pés, pro estômago e pra cozinha
Foi mais ou menos assim:

Se não fosse gostoso já seria bonito

Prontos pro bronze?

Foto tremida pela emoção do que viria em seguida

Feat.: Torta de chocolate e coco
Me mande listar 10 coisas que gosto/sou/faria/seria e em menos de 30 segundos, voilá!
Mas não me mande tecer uma dissertação sobre uma única coisa e eu me jogo no chão e descabelo.
Minha vidinha de sempre, e falo assim não por reclamação mas por contentamento mesmo. Às vezes aparece uma cenoura qualquer na minha frente e lá vou eu atrás dela até que percebo que não vou a lugar algum.
Às vezes cansa do trabalho e daí reclamo dele mas logo em seguida acontece uma coisita de nada e eu fico lá me desmanchando de orgulho e felicidade pensando “a coisa ainda funfa!”
E seria assim se eu fosse/fizesse outra coisa? Claro que seria porque, porque, porque é da gente, certo?
E enquanto eu puder reunir os básicos, e enquanto eu puder me jogar nas panelas, e enquanto eu puder acordar cedo para não fazer nada por mais tempo, e enquanto eu puder sonhar com fogão à lenha, panelas à vista e um quintal com cachorro vou sendo feliz no que me cabe o tempo. :)
Primeiramente devo dizer que prefiro ter um filho viado que um filho membro de torcida organizada. E fico deveras frustrada quando vejo meu imposto pagando pra PM escoltar ônibus com um bando de amebas para que eles não briguem. Vai tomar no meio, querido. Por mim seria assim: polícia escolta, cerca por um muro inviolável e avisa: lutem até que só sobre um.
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Eu no tubo do inter 2 a caminho do trabalho esperando, porque assim manda a física e a boa educação, que os passageiros desçam para que eu suba. Uma mocinha me cutuca perguntando se entrarei. Respondo que sim mas que estou aguardando a descida. Ela, educada que só, pede licença para ir contra a maré dos que descem. Eu, com meu fone de ouvido e sarcasmo de nascença respondo “opa, pode ir, amiga”.
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Eu e mais as compras entrando no interbairros II indo pro capão da imbuia. Distraída quase que cometo uma injustiça: não perceber o “bom dia, tudo bem?” de uma cobradora com aparelho nos dentes e sorriso ensolarado. Tento responder à altura de tamanha gentileza e volto para casa feliz porque nem tudo tá perdido, né?
Fazendo uso do meu vasto poder de formadora de opinião, vamos lá:
A gente queria um lugar fofinho para tomar um café e comer umas coisinhas. Imaginei que um lugar com o nome da minha ídola seria uma boa idéia e lá fomos. Não sei se eles nos acharam feios ou se era a noite em que os garçons disputam para ver quem consegue tratar o cliente com maior indiferença, enfim.
Chegamos e fomos para o piso superior para ficar longe da fumaça de cigarro. Já havia um casal com cardápio na mão na mesa ao lado. Sentamos e ficamos assim por um tempinho. Nem sinal de garçom. Deveria ter achado estranho quando a moça do casal ao lado comentou “será que vai vir alguém?“. O Paçoco foi até o piso inferior para conseguir, ao menos, o cardápio.
Nisso chegou mais uma dupla que se acomodou numa terceira mesa. Finalmente subiu uma atendente que abriu uma janela perto da gente e fingiu que erámos um abajur. O casal que já estava lá quando chegamos disse “moça, pode vir aqui?” ao que ela respondeu quase sem olhar na cara deles “só um momento” e foi tirar o pedido do casal que chegou por último. Depois disso voltou e tirou o pedido do primeiro casal e por último veio à nossa mesa pegar os nossos. Pedimos dois petiscos, dois pratos e duas bebidas e pedimos que os petiscos e as bebidas viessem antes. Depois de um tempinho veio o primeiro petisco. Passados uns minutos veio o segundo e nada das bebidas.
Já mortos de sede, cadê que alguém aparecia para gente perguntar das bebidas? E quando aparecia era correndo e nem perguntava se precisávamos de algo. Depois de comer todos os petiscos, lembrando que as bebidas eram para acompanhá-las, finalmente vieram as bebidas. O rapaz, esse até simpático, perguntou se eu queria açúcar ou adoçante no meu suco. Respondi que queria açúcar. Uns 5 minutos depois e nada. O mesmo garçom virou para gente e perguntou se queríamos algo. Registremos aqui que durante todo o tempo essa foi a única vez que alguém perguntou se precisávamos de algo. Respondi que estava AINDA aguardando o açúcar. Nisso, o Paçoco já havia bebido o café porque senão iria gelar. Parênteses: percebem a sincronia dos acontecimentos, certo?
Veio o açúcar. Correção: veio um açucareiro VAZIO. Dá-lhe chamar outro garçom para pedir o açúcar. Finalmente adoçei meu suco e bebi. Vieram as comidas. Sejamos justos: as comidinhas eram deliciosas. Até cogitamos pedir sobremesa mas, além de estarmos cheios de comida, estávamos cheios da falta de cuidado com o atendimento. Pedimos a conta. E quando vi que a garçonete voltou sem nada resolvi que o melhor era nós mesmos irmos ao caixa ver quanto deu e fugir do lugar o mais rápido possível. Claro que não pagamos os 10%.
Não sou tão chata a ponto de não querer que num lugar cheio (e não estava cheio quando chegamos) demore um pouco para a comida vir à mesa, etc. Mas, pô: o lugar estava vazio quando chegamos, nem pra trazer o cardápio e tirar o pedido,cara? A comida é boa mas pra mim não compensou o stress de ficar torcendo para que o garçom olhe para você e cogite a possibilidade de que, talvez, você precise ser atendido.